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04 de julho de 2009
telecom
Operadoras

Portugal Telecom admite ter interesse em outros investimentos no Brasil

Por Taís Fuoco, editora do Computerworld

Publicada em 31 de maio de 2007 às 15h14
Atualizada em 31 de maio de 2007 às 15h27

São Paulo - Após audiências em Brasília, Henrique Granadeiro ressalta, entretanto, que companhia não fez nenhuma oferta pelo grupo Telemar.

O presidente do grupo Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, que participou hoje de audiências com o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e com o ministro das Comunicações, admitiu aos jornalistas que o grupo pode olhar outros investimentos no Brasil além da Vivo.

Uma notícia do jornal português Diario Economico desta quarta-feira afirmava que o conselho de administração da companhia pretende propor uma oferta por parte do controle da Telemar (que adotou a marca Oi para todos os seus serviços em janeiro deste ano) por 3,5 bilhões de euros.

A proposta não seria hostil, mas dependeria de acerto com os atuais controladores da companhia, segundo o jornal. Não é a primeira vez que surgem rumores de que a PT poderia ter interesse na Telemar, mas nunca se falou abertamente em valores ou mesmo na possibilidade de que o assunto já esteja em análise no conselho.

Em uma nota curta à imprensa portuguesa, o grupo só afirmou que não fez nenhuma oferta de compra pela Telemar/Oi, mas não comentou a existência de discussões no âmbito do conselho.

Aos jornalistas brasileiros, Granadeiro afirmou em Brasília que, apesar de não ter feito nenhuma oferta, o grupo tem interesse em olhar outros investimentos no País porque considera o Brasil estratégico para a companhia portuguesa.

Ele também ressaltou que não é prática do grupo fazer oferta hostil - como a feita pela Sonaecom na tentativa de adquirir a própria PT, recusada pelos acionistas no início deste ano. Granadeiro afirmou que qualquer aquisição será feita a partir de uma negociação amigável e se houver interese dos atuais controladores.

A respeito da Oi/Telemar, o executivo afirmou que considera a companhia  uma "excelente empresa" com uma estratégia de convegência fixo/móvel interessante, segundo assessores que acompanharam Granadeiro a Brasília.

A Oi/Telemar tenta, pela segunda vez, promover uma reestruturação societária depois que a proposta de pulverização do capital em bolsa foi rejeitada pelos acionistas minoritários em dezembro, diante da discrepância entre o valor oferecido pelas ações preferenciais e pelas ordinárias.


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