O celular vai substituir o relógio?
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 31 de maio de 2007 às 18h08
Atualizada em 12 de fevereiro de 2008 às 17h38
São Paulo - No dia a dia, cada vez mais pessoas usam aparelho para ver horas. Mas vendas de relógios artesanais e conceituais crescem.
Responda rápido: que horas são? Se você levou a mão ao bolso para pegar seu celular, você faz parte de toda uma geração que aposentou o relógio de pulso em favor do telefone móvel.
Quem apostava que no futuro nos comunicaríamos por engenhocas penduradas ao braço, como nos filmes James Bond, foi pego de surpresa pelo fenômeno inverso: os celulares tomando o lugar dos relógios de pulso e dos despertadores.
Com mais de 10 mil participantes, a comunidade “Uso meu celular como relógio”, no Orkut, explica em poucas palavras porque o relógio perdeu território com a popularização do celular: “Muitas vezes nos esquecemos de colocá-lo ou até mesmo achamos um incômodo usá-lo no pulso devido ao seu peso ou tamanho”. E conclui, com entusiasmo: “O celular é muito mais prático! Com certeza, essa foi a invenção do século!!!”.
> Fotos: relógios high-tech
Uma das razões para que o hábito tenha conquistado tantos adeptos é o fato de o celular ter se tornado um item imprescindível no dia-a-dia das pessoas. “Ninguém mais sai de casa sem chave de casa, carteira e celular. O relógio é função básica em qualquer aparelho, portanto te acompanha pra qualquer lugar”, observa Renato Ciprini, gerente de produtos da Motorola.
Além de estar sempre à mão, o celular ganhou o usuário pela riqueza de funções. “No relógio só se vê as horas. Já o celular tem um monte de coisas juntas: podemos calcular qualquer conta rapidinho sem queimar neurônios, não perdemos a hora da balada, e o melhor de tudo, não ficamos com aquela marca branca horrorosa deixada pelo uso continuo do relógio”, opina a baiana Verônica Bastos, participante da comunidade.
A estudante Carolina Miranda, 21 anos, não sai de casa sem o celular. Quem a vê olhando para o visor pelo menos de meia em meia hora - “quinze em quinze minutos se for uma aula chata da faculdade”, ela brinca - pode pensar que ela está esperando alguma ligação importante. Mas é das horas que ela não tira os olhos. “É até chato, as pessoas acham que eu estou impaciente, querendo ir embora, mas não consigo ficar sem olhar”, confessa a estudante.
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