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20 de setembro de 2009
telecom
Serviços

Rede sem fio permite visualização de eletrocardiogramas em smartphones

Por Redação do IDG Now!

Publicada em 21 de maio de 2007 às 12h38
Atualizada em 21 de maio de 2007 às 13h14

São Paulo - Dados são convertidos em PDF e enviados para a intranet do hospital. Cardiologistas visualizam exames através de smartphones.

Redes sem fio estão sendo utilizadas por paramédicos para enviar eletrocardiogramas de cardíacos em estado crítico, o que agiliza o conhecimento do médico sobre o estado do paciente quando estiver a caminho do centro cirúrgico.

A inovação, anunciada no final da semana, foi desenvolvida pela Sociedade de Angiografia e Intervenções Cardiovasculares (SCAI) com o objetivo de otimizar o tempo de atendimento dos pacientes.

O sistema permite que paramédicos entrem em ação para tentar combater uma parada cardíaca em tempo muito inferior ao padrão. Graças à novidade, cardiologistas podem ser notificados sobre a chegada de um paciente enfartado apenas 15 minutos após sua chegada.

Estudo da Universidade de Medicina e Odontologia de Nova Jersey (UMDNJ), indicava, em 2005, que o atendimento começava com uma média de 146 minutos após a entrada do paciente, enquanto o tempo ideal para o começo da operação é de, no máximo, 90 minutos.

Por meio da tecnologia Bluetooth, o eletrocardiograma de um paciente em estado crítico que deu entrada na sala de emergência é convertido em arquivo PDF no laboratório de cateterismo e enviado para o smartphone do  médico responsável.

O arquivo ainda inclui o número do paramédico que começou a transmissão do eletrocardiograma - dessa forma, o cardiologista pode imediatamente entrar em contato com a equipe da ambulância.

Uma pesquisa feita pelo órgão mostrou que, de junho a dezembro de 2006, o tempo máximo necessário para a intervenção foi de 80 minutos. Hoje, o máximo chega a 73 minutos com o uso do sistema sem fio.

Para estabelecer o sistema sem fio, foram necessários entre 6 e 8 meses de planejamento, além do envolvimento da equipe de cardiologia, do departamento de emergência e serviços médicos emergenciais.

Representantes das áreas administrativa, recursos humanos, tecnologia da informação e telecomunicações também se uniram para tornar a inovação  possível.

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