Anatel vai questionar empresas sobre acordo entre Telefônica e Telecom Italia
Por Tais Fuoco, editora do Computerworld
Publicada em 30 de abril de 2007 às 11h58
Atualizada em 30 de abril de 2007 às 13h01
São Paulo - Para analista, desenrolar depende da interpretação dos órgãos reguladores, como o Cade e a própria agência de telecomunicações.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou nesta segunda-feira (30/04) que vai questionar a Telefônica e a Telecom Itália sobre a operação, anunciada na noite de sábado, na qual a Telefônica e um consórcio, do qual fazem parte bancos italianos, irão comprar 100% da holding Olimpia.
A holding é a maior acionista da Telecom Italia, dona da TIM no Brasil e de uma participação minoritária na Brasil Telecom.
A agência, segundo sua assessoria de imprensa, soube da venda pela imprensa e por isso vai questionar os envolvidos para analisar a operação de acordo com a regulamentação existente.
Para o analista Alex Pardellas, do ABN Amro, os reflexos da operação no mercado brasileiro "dependem da interpretação dos órgãos reguladores, como Anatel e Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica]".
Segundo ele, a Telefônica não precisa ser majoritária no consórcio criado para comprar a Olimpia para esbarrar na regulamentação brasileira de concentração de mercado.
Por isso, ela poderá ser obrigada a vender alguma das participações que detém no País para atender às exigências, caso os órgãos enxerguem excessiva concentração com a transação.
A companhia de capital espanhol é dona da concessionária de telefonia fixa Telesp e detém 50% do controle da Vivo, maior operadoras de celular do País em número de clientes.
"Com a Telecom Italia, ela se torna um grupo extremamente importante no País, mas mesmo as ações das concorrentes dependem da avaliação dos órgãos reguladores", afirmou Pardellas.
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