TV digital deve provocar concentração de empresas, prevê estudo
Por Redação do Computerworld
Publicada em 19 de março de 2007 às 08h50
Atualizada em 19 de março de 2007 às 09h10
Brasília - No sentido contrário ao fomento mercadológico esperado, tecnologia aponta para maior concentração, segundo Sebrae e UFRJ.
A tecnologia da TV digital tende a provocar uma maior concentração no setor das telecomunicações, segundo uma pesquisa divulgada na sexta-feira (16/03) desenvolvida pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
De acordo com o coordenador da pesquisa, Renato Cameira, com as privatizações no país, o número de operadoras de telecomunicações, de telefonia fixa e celular, tornou-se "relativamente grande".
Mas "mundialmente, a quantidade de operadoras é maior que o mercado disponível". A tendência seria de fusão, principalmente porque a TV digital demanda grandes investimentos de capital, segundo Cameira.
Por outro lado, há um crescimento dos provedores de conteúdo, "não só as grandes TVs, mas também de trabalhos como o de um pequeno artista, que no ateliê digitaliza a sua obra, para que possa ser utilizada como papel de parede num celular através da rede", exemplificou.
"Essa tecnologia possibilita alcançar uma série de atores que hoje não estão incluídos nessa cadeia”.
As empresas de telecomunicações também estão buscando oferecer serviços de maior valor agregado, relacionados à chamada “tecnologia da informação”.
Um exemplo é o serviço de VoIP, sistema de voz que permite uma conversa via internet.
“A tecnologia de cobre, por exemplo, com a passagem de cabos pelas ruas chegando às residências, é muito cara para ser mantida, e tem lucratividade decrescente. As operadoras de telefonia começam então a oferecer serviços de VoIP pagos, já que há uma tendência de que os sistemas gratuitos percam a qualidade à medida que fiquem sobrecarregados devido à popularização”, disse Cameira.
Com relação especificamente ao Rio de Janeiro, o estudo aponta como pontos negativos para o incremento da tecnologia digital, os altos impostos municipais e estaduais, a violência e a imagem da violência da cidade e a perda de áreas estratégicas como a de marketing, especialmente para São Paulo.
Entre as vantagens, está o crescente número de empresas fornecedoras de conteúdo, infra-estrutura de telecomunicações e qualidade de vida consideradas como boas e instituições de ensino superior e mão-de-obra qualificadas, apesar de insuficientes.
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