Entrevista: TV Digital é chance para o País desenvolver tecnologia
Por Luiza Dalmazo, especial para o Computerworld
Publicada em 19 de março de 2007 às 13h05
Atualizada em 19 de março de 2007 às 13h20
São Paulo - Alan Fischler, do departamento de telecomunicações do BNDES, fala da migração para o padrão digital e dos impactos no mercado.
O governo federal promenteu para o mês de abril os primeiros set up boxes prontos e para agosto a transmissão dos primeiros sinais de TV Digital. Mas, apesar dos trabalhos do Fórum Nacional de TV Digital, pouco tem se falado sobre o assunto. Confira o que o chefe do departamento de telecomunicações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Alan Fischler, tem a dizer sobre a questão.
O que você acha da escolha brasileira pelo padrão japonês de TV Digital?
O que está feito já foi, está definido e pronto. O padrão bom é aquele que vira padrão. O consenso não vai existir nunca, sempre vão existir os que discordam.
O padrão de transmissão é japonês, mas na verdade existem muitas partes que são brasileiras. Isso inclusive vai gerar a possibilidade de desenvolver grande parte da indústria local. O Brasil vai ter a oportunidade de fabricar e usar tecnologias que vão partir do zero, porque o produto que vai ser criado para o nosso modelo de TV Digital ainda não existe. Vamos ter a chance de partir junto com o mundo para a fabricação. Estamos desenvolvendo as tecnologias para criar o nosso padrão híbrido (brasileiro mais japonês). E teremos a chance não só de fabricar essas tecnologias, mas também de desenvolver projetos relacionados à inteligência ligada a ela.
O BNDES já aprovou um projeto do Ceitec que representa uma grande oportunidade para o Brasil entrar num mundo que antes não tínhamos acesso. É uma geração mais sofisticada.
O desenvolvimento dessas tecnologias é a parte mais importante, do ponto de vista do desenvolvimento do País, porque a fabricação é só uma fabrica automática. Tem a parte do chip e a parte dos software que rodam em cima do chip e essa parte do software é que é a oportunidade.
A parte do chip não é minha área. Mas sei que a intenção é fazer um chip multipadrão, para visar a exportação. Por isso, ele tem que suportar os três padrões (europeu, americano e japonês).
O que você acha da escolha brasileira pelo padrão japonês de TV Digital?
O que está feito já foi, está definido e pronto. O padrão bom é aquele que vira padrão. O consenso não vai existir nunca, sempre vão existir os que discordam.
O padrão de transmissão é japonês, mas na verdade existem muitas partes que são brasileiras. Isso inclusive vai gerar a possibilidade de desenvolver grande parte da indústria local. O Brasil vai ter a oportunidade de fabricar e usar tecnologias que vão partir do zero, porque o produto que vai ser criado para o nosso modelo de TV Digital ainda não existe. Vamos ter a chance de partir junto com o mundo para a fabricação. Estamos desenvolvendo as tecnologias para criar o nosso padrão híbrido (brasileiro mais japonês). E teremos a chance não só de fabricar essas tecnologias, mas também de desenvolver projetos relacionados à inteligência ligada a ela.
O BNDES já aprovou um projeto do Ceitec que representa uma grande oportunidade para o Brasil entrar num mundo que antes não tínhamos acesso. É uma geração mais sofisticada.
O desenvolvimento dessas tecnologias é a parte mais importante, do ponto de vista do desenvolvimento do País, porque a fabricação é só uma fabrica automática. Tem a parte do chip e a parte dos software que rodam em cima do chip e essa parte do software é que é a oportunidade.
A parte do chip não é minha área. Mas sei que a intenção é fazer um chip multipadrão, para visar a exportação. Por isso, ele tem que suportar os três padrões (europeu, americano e japonês).
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