O celular vai pagar a conta
Por Daniela Braun editora do IDG Now!
Publicada em 14 de março de 2007 às 07h00
Atualizada em 15 de março de 2007 às 17h14
São Paulo - Pagamento pelo celular deixa fase de testes para virar realidade no mundo e no Brasil.
Câmera fotográfica, tocador de MP3, televisão, console de games, desktop, telefone IP, espelho de maquiagem, rádio, localizador... o que mais vamos carregar no celular? Que tal a sua carteira?
O uso do celular como forma de pagamento, substituindo plásticos e papéis, entrou definitivamente na mira de operadoras de telefonia móvel, bancos, administradoras de cartões, empresas de internet e varejistas de todos os portes.
O interesse no mobile payment (m-payment) ficou evidente durante o 3GSM World Congress, realizado no mês passado, em Barcelona, na Espanha.
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Durante o evento, grupos de operadoras de todo o mundo anunciaram alianças e projetos-piloto como o Pay-Buy Mobile, para padronizar serviços de pagamentos, e envio de remessas internacionais pelo celular, em parceria com as grandes operadoras de cartões de crédito e débito, como Mastercard e Visa.
“O modelo de negócios é sempre complicado especialmente quando você tem um serviço de pagamentos que envolve várias entidades. E o 3GSM mostrou que as operadoras de telefonia celular estão criando blocos para afetar as negociações com as operadoras de cartões de crédito”, avalia Andy Castonguay, diretor de pesquisas de Consumo Digital e de Serviços Móveis do Yankee Group, em Boston, nos Estados Unidos.
Se de um lado as administradoras de cartões e instituições financeiras possuem experiência, presença e escala no varejo, as operadoras têm como trunfo o uso de suas redes e a oferta dos celulares. Pela praticidade e penetração, os terminais móveis podem substituir os ainda pensados terminais de pagamentos eletrônicos e ainda atingir segmentos nos quais os cartões de plástico não conseguem chegar.
O foco dos projetos de pagamentos móveis em todo o mundo está em micropagamentos. São transações de alto volume e baixo valor com ganho de escala e presença em segmentos como transportes, vendas porta-a-porta, serviços de entrega, programas de benefícios e até pagamentos entre pessoas.
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