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20 de novembro de 2008

Vaga no Google alimenta boatos sobre entrada do buscador na telefonia

Por John Blau, para o IDG Now!*
Publicada em 08 de março de 2007 às 17h02
Atualizada em 08 de março de 2007 às 17h03

Düsseldorf - Cargo oferecido para engenheiros de hardware nos laboratórios do Google alimenta boatos sobre possível telefone celular do buscador.

Se até companhias como Apple ou mesmo a grife italiana Prada podem desenvolver um telefone celular, por que não o Google? Talvez o buscador se arrisque no setor.

Rumores vêm circulando na blogosfera há algum tempo sobre estudos do gigante de buscas sobre a possibilidade de desenvolver seu próprio telefone.

Uma recente oportunidade de trabalho publicada no site do Google parece confirmar que a companhia está considerando mais que uma idéia, mas com alguns engenheiros em seus laboratórios.

"O Google está experimentando sistemas de comunicação sem fio, incluindo conceitos novos de interação", de acordo com o texto de recrutamento do site. "Estamos formando um pequeno time focado a nada menos que tornar toda a informação do mundo gratuita para todos em qualquer lugar".

Qualificações adicionais incluem "experiência extensa em modelagem e análises de circuitos, ótimas habilidades de programação, experiência com design de energia" e licença de rádio.

Como o telefone celular se tornará em pouco tempo o aparelho mais popular para acesso à internet, não seria impensável para a maior companhia de buscas do mundo querer um pedaço do setor, de acordo com analistas.

"Na ação da Apple e de outras grandes marcas no setor de telefonia, por que não o Google?", afirma Phil Taylor, analista-sênior da Strategy Analytics.

O Google e seu arqui-rival Yahoo vêm fechando acordos com operadoras para oferecer serviços de buscas para seus clientes móveis e fabricantes interessados em integrar funções de busca em seus aparelhos, de acordo com Taylor.

No final do ano passado, rumores surgiram sobre o Google e a operadora francesa Orange tendo discussões sobre uma possível parceria para desenvolver um aparelho com a marca do Google, afirmou ele.

"Caso o Google entre no mercado, seria provável que ele trabalhasse com operadoras, como a Apple fez com a Cingular nos Estados Unidos", disse Taylor. "E, como a Apple, o Google se focaria em desenvolver o produto e fazer contratos para que fabricantes o produzam".

Mas para que o Google faça sua estréia no abarrotado mercado de telefonia, a companhia precisaria desenvolver um produto que se sobressaia em relação ao resto - assim como a Apple está fazendo com seu aparelho sensível a toque, de acordo com Taylor.

"Seria um desafio chegar ao mercado com um design realmente novo", avalia.

*John Blau é editor do IDG News Service, em Düsseldorf.

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