Entrevista: vídeo sob demanda mudará a forma de assistir TV
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 01 de março de 2007 às 07h00
Atualizada em 01 de março de 2007 às 14h30
São Paulo - Chefe de pesquisas em internet e redes do AT&T Labs fala sobre temas como a ascensão do IPTV, redes sem fio e segurança em voz sobre IP.
Charles (Chuck) Kalmanek, vice-presidente de pesquisa em internet e redes do AT&T Labs, um dos maiores centro de pesquisas em telecomunicações do mundo, falou com exclusividade ao IDG Now! sobre vídeo na internet, redes sem fio, segurança em voz sobre IP, entre outros temas. Confira o bate-papo na íntegra.
IDG Now! - No passado, o papel das redes era trafegar dados. No presente, as redes trafegam voz e vídeo. Quais são as futuras aplicações possíveis para as redes?
As aplicações de voz, vídeo e dados vão continuar a ganhar recursos mais ricos. Mesmo as aplicações que estão emergindo hoje devem evoluir e inovar muito. Por exemplo, hoje as pessoas estão acostumadas a ter uma lista de canais na TV que elas podem acessar. Esse serviço funciona muito bem, mas começamos a evoluir no sentido de ter algo que vai muito além da lista tradicional de canais. Nossa visão é que o usuário possa acessar qualquer conteúdo que queira por meio de buscas na rede. O IPTV vai fazer pelo vídeo interativo o mesmo que a NetFlix fez pelo DVD - ter milhares de títulos disponíveis para você buscar. O usuário poderá acessar milhões de vídeos armazenados na rede sob demanda, independente de onde esteja - da sua TV, do seu computador, do seu dispositivo móvel. Essa é a estratégia da AT&T: dar o acesso ao conteúdo que você quer, onde você quer, na hora que você quer.
Alguns analistas questionam se a estrutura da internet estaria pronta para a oferta de vídeos. Você compartilha esta preocupação? A rede poderia entrar em colapso?
Realmente, estamos vendo um aumento do tráfego de vídeo. Hoje temos principalmente aplicações de vídeo baseadas em web, mas a demanda por vídeo é claramente o que há de mais excitante no horizonte para todos nós. Quanto às redes entrarem em colapso, eu diria que não. Nós projetamos nossas redes para ter a capacidade de suportar a demanda. E à medida que crescer a demanda, vamos continuar a aumentar a capacidade para suportá-la. Esse é o nosso compromisso com o cliente.
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