3GSM: Anúncios móveis precisam ser unificados, concordam operadoras
Por Nancy Gohring, para o IDG Now!*
Publicada em 13 de fevereiro de 2007 às 11h53
Atualizada em 13 de fevereiro de 2007 às 11h59
Barcelona - Operadoras e GSM Association concordam sobre atual fragmentação do mercado de links patrocinados móveis e pedem unificação.
Mesmo com a crescente expectativa sobre propaganda móvel, usuários finais e anunciantes deverão ter que esperar por seu uso em massa já que a indústria móvel ainda não conta com as necessidades para isto.
"O problema é que atualmente estamos altamente fragmentados", disse Rob Conway, CEO da GSM Association, o grupo de comércio pra operadoras no padrão GSM. Ele falou nesta terça-feira (13/02) durante a feira 3GSM World Congress, em Barcelona.
>Especial: Tudo sobre o 3GSM
Arun Sarin, CEO da Vodafone Group, concordou. Mesmo com o interesse dos usuários em usar telefones para entregar anúncios, a indústria móvel precisa criar uma estrutura de trabalho consistente.
"Se chegassemoa à Proctor and Gamble e afirmássemos que é assim que a Vodafone faz, mas na Orange for diferente, eles descobririam que é difícil integrar seus anúncios a celulares", afirmou Sarin. "Se não nos movermos juntos, teremos uma base de usuários fragmentada, ao invés de um número único que pode atingir dois bilhões de pessoas".
Uma estrutura comum de trabalho incluiria especificações para o tamanho apropriado dos banners e duração das propagandas animadas, assim como mecanismos de relatório para ajudar anunciantes a medir o sucesso de suas aplicações.
A GSM Association estabeleceu recentemente um Fórum para Propaganda Móvel para começar a definir tal estrutura.
O grupo espera incluir uma variedade ampla de partes interessadas, incluindo anunciantes, agregadores e fornecedores de conteúdo para definir os parâmetros.
Alguns usuários estão interessados no conceito de propaganda móvel por que pode permitir serviços gratuitos ou de custo menor em troca da reprodução das propagandas.
Além disto, a indústria móvel promete que poderá oferecer propaganda que usuários podem estar interessados baseados em sua localização, por exemplo.
"Tudo depende de comprometimento com clientes", afirmou Conway. "Faremos anúncios direcionados para o gosto de cada cliente".
Telefones celulares representam uma plataforma para anunciantes que se somará ás já existente 1,4 bilhão de televisões e 1 bilhão de PCs no mundo, afirmou Sarin. Com 2 bilhões de usuários móveis no planeta, "nós claramente temos uma área importante", afirmou.
Nem todos estes usuários, no entanto, poderiam receber anúncios móveis. Eles precisam assinar um serviço de dados que permita a entrega de tal conteúdo e aparelhos com funções compatíveis também, afirmou.
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