GSMA anuncia piloto para remessa internacional de dinheiro por celular
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 13 de fevereiro de 2007 às 12h11
Atualizada em 13 de fevereiro de 2007 às 13h15
São Paulo - Objetivo da associação é quadruplicar o mercado de remessas internacionais para mais de 1 trilhão de dólares em 2012.
A GSM Association anunciou na segunda-feira (13/02) um programa piloto para permitir remessas internacionais de dinheiro entre os 200 milhões de trabalhadores migrantes em todo mundo por meio das redes móveis. O anúncio foi feito durante o 3GSM World, fórum que contece na Espanha, em Barcelona, entre 12 e 15 de fevereiro.
A iniciativa é composta por 19 operadoras de celulares com redes em mais de 100 países, que atendem mais de 600 milhões de clientes. A GSMA acredita que o programa possa dobrar a quantidade de receptores de remessas internacionais para um total de mais de 1,5 bilhão, quadruplicando o mercado de remessas internacionais para mais de 1 trilhão de dólares em 2012.
Para viabilizar o projeto, as operadoras estão fazendo parcerias com bancos locais ou regionais, e a GSMA está criando um plano piloto com o MasterCard Worldwide, que tem uma rede bancária de mais de 25 mil bancos. O projeto piloto prevê a criação de um centro global que irá integrar os sistemas de pagamentos locais, conduzidos pelas operadoras de celulares em parceria com os bancos locais.
No centro, os migrantes poderão fazer transferências internacionais de dinheiro e notificar seus parentes via celular."O objetivo é reduzir os custos das transações, especialmente das remessas menores", explica Ricardo Tavares, vice-presidente senior de políticas públicas da GSMA.
Para a associação, o serviço deve beneficiar principalmente as nações em desenvolvimento, como a Índia, mercado de serviços de celular de crescimento mais rápido do mundo e país que recebe a maior quantidade de remessas de dinheiro de todo o mundo, sendo responsável por cerca de 10% do mercado mundial.
Atualmente, remessas de dinheiro internacionais ultrapassam os 230 bilhões de dólares ao ano, representando uma fonte de renda para muitos países em desenvolvimento.
A chegada do serviço ao Brasil dependerá de parcerias locais, segundo Tavares. "A iniciativa certamente beneficiará os países da América Latina e o Brasil, que tem muitos migrantes nos Estados Unidos, Europa e Japão, mas vai depender de iniciativas locais das operadoras", esclarece o executivo.
Pelo menos duas operadoras globais que participam da iniciativa têm investimentos no País: a espanhola Telefónica e a Telecom Itália, com a TIM.
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