Brasil vai movimentar 7,7 bilhões de dólares com call center
Por Luiza Dalmazo, especial para o Computerworld
Publicada em 07 de fevereiro de 2007 às 17h23
São Paulo - Entre 2007 e 2008, segundo a Manpower, setor deve crescer 40% na América Latina, que hoje tem 680 mil posições de operação.
A Índia continuará sendo a líder mundial, mas a atuação do Brasil e da América do Sul para serviços de call center, BPO, BTO e offshore deverá crescer substancialmente.
“Somente com call center, o Brasil fatura 7,7 bilhões de dólares por ano e o mais importante é que apenas 25% desse total é com serviços offshore”, afirma a diretora de contact center da Manpower – provedora de recursos humanos –, Lisette Rencoret Mendes.
Em relação ao nicho de offshore, a executiva afirma ainda que o crescimento entre 2007 e 2008 será de 40% na América Latina, com destaque para o Brasil.
“Existem muitas razões para isso. Uma delas é a própria necessidade de as empresas oferecerem esse serviço por telefone, mas também é preciso considerar que a Índia não vai conseguir absorver demanda – o crescimento deverá ser de 20% no mundo – e as vantagens locais, como a menor diferença de fuso em relação aos EUA (maior comprador), e o volume da população”, enumera.
A questão da língua não se consolida um problema, na opinião de Lisette. “Apesar de muitas pessoas falarem inglês na Índia, não é um perfeito. Muitas vezes por aqui as pessoas falam muito melhor”, garante.
Somando o Brasil, o México e a Argentina, existem 100 mil operadores de call center e o crescimento deverá ser de 20% ano após ano, já que o telefone tem se consolidado como o maior canal entre as empresas e clientes.
Entre as empresas que mais contratam, segundo a executiva, estão a IBM, a Unisys, a HP, a Siemens, com destaque também para os setores de telefonia, finanças e telecomunicações. “A IBM, por exemplo, já contratou no Brasil 2 mil pessoas para a divisão de call center e o objetivo deles é totalizar 10 mil até o final de 2007”, conta.
Lisette finaliza dizendo que existem inclusive empresas indianas que estão comprando companhias brasileiras para poder oferecer serviços em outras regiões, aproveitando os benefícios regionais.
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