Saiba quais são as barreiras para a verdadeira convergência tecnológica
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 31 de janeiro de 2007 às 06h00
Atualizada em 01 de fevereiro de 2007 às 14h33
São Paulo - Já existe informação, música e vídeo digitais, além de telefonia pela web. Que tal ter um pouco de convergência? Entenda as razões.
Um ambiente ou rede multimídia em que sinais de qualquer tipo (voz, áudio, vídeo ou dado) e em qualquer codificação podem ser trocados de forma natural independentemente dos dispositivos. Esta é a definição da enciclopédia mais popular da internet, a Wikipedia, para a convergência tecnológica, uma promessa que ganha cada vez mais contornos de realidade.
Os dispositivos eletrônicos cada vez mais cruzam os limites das suas funções tradicionais e entram no terreno da convergência. É possível telefonar pelo computador, navegar na web pelo celular, fazer downloads pelos consoles de videogame. Tudo isso é, em maior ou menor escala, convergência. Mas para o gerente de novas tecnologias da IBM, Fábio Gandour, ainda estamos longe de chegar ao tal ambiente em que se troca qualquer tipo de sinal por meio de qualquer dispositivo.
Ele conta uma história para ilustrar. "Estive recentemente com a minha filha no Sillicon Valley, berço das mais avançadas tecnologias. Ela precisava fazer uma conferência pela web e tinha em mãos todas as tecnologias disponíveis: dois computadores com acesso a banda larga e câmera, dois celulares, câmera digital, MP3 player usado como dispositivo de armazenamento, telefone fixo. O acesso é fácil, mas é tudo fragmentado, não há integração. Não há convergência", aponta Gandour.
Leia neste especial:
>O futuro dos eletrônicos
>Seis previsões ousadas
>Pacotes convergentes
>Usuários apontam vantagens
>Entrevista: convergência nos negócios
>Da pré-história da convergência ao iPhone
>Novidades convergentes
Já para Luis Minoru, diretor geral do Yankee Group para América Latina, a convergência pode acontecer em três esferas: nos provedores de serviços, nos aparelhos e na tecnologia. Embora acredite que a real convergência deva começar a acontecer de fato daqui a 10 anos, o analista vê movimentações relevantes, principalmente nas duas primeiras esferas.
A popularização dos smartphones, a chegada da TV digital, a centralização do computador como plataforma de entretenimento, provendo não só processamento de dados e acesso à internet, mas também música e vídeo, são alguns fenômenos da convergência nos aparelhos.
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