Futuro das comunicações está em países emergentes, afirma CEO da Motorola
Por Sumner Lemon, para o IDG Now!*
Publicada em 07 de dezembro de 2006 às 10h13
Hong Kong - Ed Zander declara importância de países como Índia e China no setor e aponta maior presença da Motorola em países emergentes.
O futuro da indústria de comunicações móvel está nos crescentes mercados emergentes, como China e Índia, e companhias ignoraram oportunidades nestes países por sua conta e risco, afirmou o chief executive officer da Motorola, Ed Zander.
"É onde está o futuro, não apenas para aparelhos mais simples, mas para as comunicações móveis", afirmou Zander, em entrevista durante a Telecom World 2006, conferência organizada pela International Telecommunication Union, em Hong Kong.
"Você precisa fazer investimentos. É doloroso em termos de custo. Mas, entre três e cinco ano a partir de hoje, você olhará para trás e verá que esta foi a coisa certa a ser feita", analisou.
Nos últimos anos, a Motorola trabalhou para aumentar sua presença em mercados emergentes, investindo pesado em operações na China, Índia e em outros países.
Como parte destes esforços, a companhia foi agraciada com dois contratos da GSM Association, grupo da indústria comprometido com operadoras ao redor do mundo, para um aparelho GSM de baixo custo desenvolvido para mercados emergentes.
O aparelho proposto pela GSM Association, porém, não chegará ao Brasil. No lugar, a Motorola anunciou em agosto que introduzirá no mercado nacional o MotoFone, uma versão próprio de celular de baixo custo para inclusão digital.
"A imprensa às vezes se foca demais se pode mos fabricar um telefone de 10 dólares ou 20 dólares, mas são as 4 bilhões de pessoas que usarão o aparelho que importam, a infra-estrutura", disse Zander.
A alta taxa de crescimento da economia e as grandes populações nestes países significam que fabricantes não podem se dar ao luxo de ficarem longe se quiserem se manter competitivos, segundo o executivo.
"Você precisa estar nestes países. Isto é importante. Você quer continuar no setor daqui a 10 anos? Fazer negócio com os Estados Unidos é ótimo. Adoramos. Fazer negócio com a Europa é bom. Também adoramos. Mas a China e todos estes países é onde está o crescimento agora", declarou Zander.
Produtos de baixo custo ajudaram a Motorola a construir volume para mercados emergentes, mas estes países também têm partes da população com consumo influente, particularmente em grandes cidades como Pequim e Mumbai.
Mercados emergentes também são uma fonte crescente de importância para pesquisa e desenvolvimento da Motorola.
"Temos mais de metade dos nossos laboratórios de pesquisa fora dos Estados Unidos. Só na China, temos 18 destes centros e 3 mil engenheiros", revelou Zander, notando que estes investimentos não são motivados pela necessidade de cortar custos de pesquisa fora dos EUA.
"Você vai à Índia e os pesquisadores que saem de lá são alguns dos melhores do mundo, enquanto a China vem graduando cada ano mais estudantes de engenharia, ciências e matemática", disse. "Temos que estar aonde as pessoas inteligentes estão".
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