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04 de julho de 2009
telecom
Operadoras

Vivo volta a defender união entre operadoras por redes compartilhadas

Por Thais Aline Cerioni, da CIO Magazine

Publicada em 29 de novembro de 2006 às 17h37

São Paulo - Presidente da empresa aproveita encontro com a imprensa para avisar que tem "R$ 700 milhões para investir em Minas e no Nordeste".

Um novo ano está chegando e, com ele, pode surgir um novo cenário para o mercado brasileiro de telefonia móvel.

Ao mesmo tempo em que as especulações sobre a compra da TIM pela Claro tornam-se mais fortes – e insinuam o início da já prevista consolidação do setor –, Roberto Lima, presidente da Vivo, aproveitou um encontro com a imprensa realizado hoje (29/11), em São Paulo, para reforçar sua posição de que o segmento precisa passar por rupturas para manter (ou melhorar) a saúde financeira.

Assim como na Futurecom, Lima voltou a levantar a bandeira do compartilhamento de redes entre as operadoras móveis.

“O setor está com margens de menos de 20% e necessidade de investimento entre 30% e 40%. A conta não fecha. Está todo mundo tendo prejuízo e temos de parar para pensar”, dispara o presidente da Vivo.

Ele destaca ainda que, com a saturação dos grandes centros e a necessidade de garantir cobertura em locais mais afastados, cada vez será mais difícil que os investimentos se paguem.

Uma saída, em sua opinião, seria a criação de uma empresa independente responsável pela infra-estrutura, que teria como sócias as telcos móveis e prestaria serviço para as mesmas.

Apesar de acreditar no apoio da Anatel para o projeto, o executivo não vê necessidade de grandes mudanças na regulamentação, já que trata-se de um acordo entre empresas privadas.

De qualquer forma, ainda não há previsão de mudança do modelo. “Neste momento, todas as operadoras têm outras prioridades. Ninguém recusa, mas ninguém se dispõe a formar um grupo de trabalho”, explica Lima.

No caso da Vivo, uma das prioridades é o lançamento comercial da rede GSM, que deve acontecer até o final do ano para aproveitar as vendas do Natal.

Lima, entretanto, se recusou a comentar o assunto, limitando-se a falar sobre a superioridade técnica do CDMA e das vantagens de usabilidade e, principalmente, de escala do padrão europeu.

Outro assunto que está concentrando a atenção da operadora é a possibilidade de entrada no mercado mineiro. Lima conta que a empresa está acompanhando o processo de incorporação das faixas de 1,9 GHz ao SMP (sistema móvel pessoal) e que tem total interesse em adquiri-las para oferecer roaming digital na região.

“Vamos pagar o preço justo, mas é algo muito importante para nós”, declara.

Segundo o presidente, a telco tem “cerca de 700 milhões de reais para investir em Minas Gerais e no Nordeste, no caso de ter de começar a rede do zero”. Lima não descarta, no entanto, a possibilidade de passar a atuar na região por meio de aquisições. “Caso se confirme a venda da TIM, haverá o enfraquecimento de um dos concorrentes e nós temos interesse.”

Aparentemente, a Vivo está olhando de maneira positiva para a possível negociação entre suas principais concorrentes.

Em sua opinião, a consolidação deve reduzir a concorrência por preço, beneficiando todo o setor. “Vejo uma grande oportunidade de aumentar margens e de fortalecer a nossa posição de líder, mesmo sem ter o maior market share”, prevê Lima.


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