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21 de setembro de 2009
telecom
Celulares

Entrevista: como funcionará a TV aberta no celular no Brasil

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

Publicada em 01 de novembro de 2006 às 08h00
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IDG Now! - O que muda com a TV pelo celular?
Arditti -Acho que vai haver uma mudança de hábito dramática que vai fazer com que aquilo que hoje o obriga a ficar dentro de casa, para poder assistir na TV, seja acessado livremente em qualquer lugar. Invés de ficar amarrado a um local para assistir a TV, que está ligada por um fio à tomada e por outro a um cabo, você vai poder acessar o mesmo conteúdo com mobilidade e isso vai ser uma revolução.

IDG Now! - O celular para TV digital terá uma tela maior ou algum outro recurso específico?
Arditti - Ele terá uma tela com resolução adequada para exibir a imagem com alta qualidade. A tela do telefone normal é concebida para mostrar caracteres, algumas imagens, mas não é feita para imagens em movimento e com mais detalhes, portanto é preciso uma tela de melhor definição e, mais importante ainda, no formato da imagem transmitida que é widescreen (16:9). A proporção da tela de celular não obedece a esse critério hoje em dia.

IDG Now! - Quanto vai custar um celular com recurso de TV digital?
Arditti - Por ser um celular e um televisor, ele vai custar mais que um celular comum. Estamos trabalhando para saber o quanto mais caro. Ainda não temos idéia fechada, até porque é preciso levar em conta a disposição da operadora do serviço de telefonia em subsidiar esse aparelho. Mesmo não sendo ela a prestar o serviço de televisão, ela pode se beneficiar do tráfego gerado pelo canal de retorno.

IDG Now! - A TV no celular não pode gerar um embate entre as emissoras de TV e as operadoras, que ofercem vídeo sob demanda? Como as operadoras devem reagir a ela?
Arditti - São coisas totalmente diferentes. Você está no dentista, esperando ser atendido e é a hora da sua novela. Querendo assistir, você sintoniza a TV aberta. Se você tem necessidade de um conteúdo sob demanda, como esses que as operadoras estão disponibilizando, você também vai acessar. Depende da necessidade do consumidor e não do que vai ser imposto a ele.

IDG Now! - Os atuais modelos de TV por celular no Brasil não têm grande adesão por parte dos usuários. A TV aberta muda esse cenário? Qual o problema – falta de cultura, falta de qualidade ou preço?
Arditti - É um pouco de tudo. O preço pesa contra o on demand, que é pago, enquanto a TV aberta é gratuita. Quanto à qualidade, o que muda não é especificamente a qualidade do conteúdo, mas sim a natureza. Na TV aberta você tem a novela, a notícia, o futebol. O on demand não é em tempo real. Você pode ter informações sobre o andamento do jogo, mas não está vendo. Quanto à imagem, o processo está sendo definido, mas os aparelhos portáteis serão capazes de exibir 30 quadros por segundo enquanto no próprio Japão o padrão é de 15 quadros por segundo, o que ainda deixa a imagem ligeiramente tremida. No sistema que será adotado pelo Brasil, a imagem é idêntica à que se assiste na televisão. Esses fatores, é inegável, vão roubar uma parte do conteúdo on demand.

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