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21 de novembro de 2008

Regulamentações e falta de modelo claro de negócios travam IPTV

Por Camila Fusco, repórter do Computerworld*
Publicada em 05 de outubro de 2006 às 15h33
Atualizada em 05 de outubro de 2006 às 15h58

Florianópolis - Segundo representantes da indústria, o modelo de negócios para IPTV ainda não está esclarecido para viabilizar as operações.

selo_futurecom_88x66O modelo de negócios para IPTV no Brasil ainda não foi totalmente esclarecido para que as operações possam ser conduzidas. Da mesma forma, indefinições regulatórias ainda impedem que a tecnologia deslanche efetivamente no País.

Essas foram algumas das conclusões dos integrantes da indústria que participaram na quarta-feira (04/10) do segundo dia da Futurecom 2006, evento que acontece em Florianópolis (SC) e reúne integrantes do setor de comunicações.

“O modelo de negócios ainda está desconhecido. Pensamos IPTV como outra forma de fazer fluir televisão, mas são necessários mais debates sobre como colocar o assunto em prática”, disse  Alexandre Annemberg, diretor executivo da Associação Brasileira de TV por assinatura (ABTA).

Na avaliação de Tarcísio Ribeiro, da Tellabs, quem precisa liderar esse mercado são as operadoras, empenhadas em obter novas fontes de receitas. “Acredito que as operadoras estão mais à frente. Elas precisam de novas fontes de receita”, comenta.

Para Ricardo Distler, da Accenture, a discussão no momento não deve englobar quem vai liderar as iniciativas de IPTV, mas compreender como deixar o momento sustentável. “Tendo esse entendimento formado, as medidas para lidar com essa realidade serão menos complexas”, comenta.

Segundo Alexis Facchina, da Siemens, uma das dificuldades atuais na elaboração dos planos de negócios envolvendo IPTV está relacionada à pouca profundidade de conhecimento das operadoras. “Falta conhecimento das operadoras. Fazer contato entre elas seria uma ponte para o desenvolvimento do modelo. Seria mais fácil pegar as plataformas existentes e adquirir o know-how necessário do que trabalhar de maneira separada.”

Ainda segundo a ABTA, é necessária a criação de um sistema regulatório que permita a concorrência para o mercado de IPTV. “Precisa-se criar um sistema regulatório que permita uma concorrência legal e que não descambe para o monopólio. Esta questão está por trás do marco regulatório”, comentou Annenberg. Rodrigo Abreu, da Cisco, complementou a opinião de Annenberg, enfatizando ainda a importância de que os marcos regulatórios não prejudiquem cada elo da cadeia de IPTV.

Indefinição

Recentemente, uma pesquisa feita pela Accenture e pela unidade de inteligência da “The Economist” apontou que a compreensão do modelo regulatório e dos clientes são as duas maiores barreiras para o sucesso da IPTV, segundo operadoras, provedores de conteúdo e fabricantes.

O debate em torno da neutralidade da internet, em andamento nos Estados Unidos, e as regras que proíbem algumas operadoras de telefonia asiáticas de também oferecerem IPTV podem atrasar a implementação dos serviços, de acordo com Ray Dogra, responsável pela área de IPTV na Accenture.

Operadoras de todo o mundo já estão testando e, em alguns casos, já oferecendo comercialmente programação de TV via banda larga. A tecnologia permite que empresas como as teles entrem no mercado de radiodifusão e ofereçam serviços como vídeo sob demanda. 

*A repórter viajou a Florianópolis a convite da Juniper Networks.

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