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21 de novembro de 2008

Telefônica prepara terreno para oferta de TV em banda larga

Por Ana Paula Oliveira, editora assitente do Computerworld
Publicada em 03 de outubro de 2006 às 16h45
Atualizada em 03 de outubro de 2006 às 16h50

Florianópolis - Se conseguir obter uma licença WiMax, a operadora ampliará cobertura de rede com investimentos menores para oferecer serviço.

selo_futurecom_88x66A Telefônica já prepara o terreno para a oferta de TV por assinatura em banda larga, de preferência, com uma cobertura bem extensa, suportada pelo WiMax. “No Brasil, é necessário estabelecer um ambiente regulatório que promova nos mercados de acesso em banda larga e TV por assinatura o mesmo desenvolvimento observado na telefonia fixa e móvel”, defende Fernando Xavier Ferreira, presidente do grupo Telefônica no Brasil.

Durante palestra feita nesta terça-feira (03/10) na Futurecom, o executivo reforçou a opinião de que as operadoras fixas devem participar do leilão do WiMax. “Hoje as incumbents já competem em serviços avançados e convergentes com múltiplos atacantes”, afirma. Para reforçar o argumento de que a participação das fixas só iria aumentar a competição, o executivo citou números do Pyramid Research estimando que até 2010, os pacotes triple play (voz, dados e imagem, tudo em banda larga) devem crescer entre 12% e 30% em diversos países.

Isso resulta em uma disputa ainda melhor pelo acesso às residências dos usuários, a chamada última milha. Com a chegada do WiMax, esse acesso ficaria ainda mais barato. Outros números da mesma pesquisa do Pyramid revelam que o investimento para levar banda larga via WiMax nos subúrbios das grandes cidades pode ser até 9% menor do que via tecnologia Digital Subscriber Line (DSL). “Na área rural essa diferença se acentua, chegando a ser até 62% menor. Isso acaba resultando em benefícios para o usuário final”, defende Xavier.

O presidente da Telefônica também defende uma alternativa à licitação pura e simples. Para ele, a modalidade “beauty contest”, que leva em conta não só o maior preço a ser pago pela licença, mas também a cobertura da empresa, o modelo de negócios e os produtos que serão oferecidos. “A Espanha e o Japão são exemplos de países que adotaram o beauty contest para introduzir o WiMax com players novos e também os já estabelecidos”, conclui o executivo.

*A jornalista viajou a Florianópolis (SC) a convite da Nokia.

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