Mercado brasileiro de WiMax tem potencial de mais de 700 mil assinantes até 2010
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 28 de setembro de 2006 às 07h00
Atualizada em 28 de setembro de 2006 às 09h01
São Paulo - Essa é a previsão de estudo da Maravedis. No mundo espera-se que 14,9 milhões de pessoas usem WiMax até 2009.
O mercado brasileiro deverá ter 768 mil assinantes de WiMax até 2010, de acordo com estudo da consultoria Maravedis.
No mundo, de acordo com pesquisa da Rethink Research, os gastos mundiais com WiMax pularão dos estimados 655 milhões de dólares em 2006 para cerca de 7,36 bilhões de dólares em 2009.
Leia neste especial:
> A revolução da banda larga chega pelo ar
> De TV no celular a carros conectados
> Interesse entre pequenas e grandes operadoras
> Anatel x Minicom: batalha pode atrasar WiMax
> Imagens: Licenças para WiMax
> Fotos: WiMax no Brasil
Até 2009, serão cerca de 14,9 milhões de usuários usando WiMax como banda larga padrão em casa ou no trabalho, de acordo com o estudo “WiMax - A Market Update (2006-2007)”, da consultoria RNCOS.
A adoção em massa dará ao WiMax penetração de 63% entre os serviços de banda larga e oferecerá às operadoras faturamento de 13, 8 bilhões de dólares mundialmente apenas com serviços, segundo a mesma pesquisa.
Uma das grandes incentivadores da adoção do WiMax, nos Estados Unidos, é a operadora norte-americana Sprint, que anunciou investimentos da ordem de 4 bilhões de dólares da primeira rede WiMax em larga escala no mundo.
Segundo o acordo, a Sprint inaugurará sua rede com padrão de WiMax móvel no final de 2007 e fará parcerias com Intel, Motorola e Samsung para que o hardware de acesso atinja 100 milhões de usuários até 2008.
“O que realmente faltava para o mercado mundial era uma rede operacional com grandes investidores estruturais pra provar que o WiMax funciona bem. Quando ela estiver sedimentada, o mundo inteiro vai copiar”, afirma o consultor de telecomunicações, Ronaldo Miranda
Além do primeiro serviço comercial móvel, o investimento da Sprint impulsiona um dos fatores-chave para o sucesso do WiMax no mercado mundial: a escala.
WiMax no Brasil
O Brasil não se diferencia do mercado mundial, com uma pequena diferença – o país está esperando a licitação da Anatel para as faixas de 3,5 GHz e 10, 5 GHz para começar a investir na tecnologia.
“Até agora, o mercado brasileiro (de WiMax) foi nulo, mas muitas provedoras estão indo atrás deste investimento”, afirma Brendam Conroy, analista–sênior de telecomunicações do IDC.
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