WiMax promete de TV no celular a carros conectados
Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 28 de setembro de 2006 às 07h00
Atualizada em 28 de setembro de 2006 às 09h01
São Paulo - Da concorrência com serviços a cabo à sonhada sociedade conectada, redes prometem transmissão de dados que permite VoiP, TV e internet móveis.
Sentado em um café, o adolescente tira seu smartphone do bolso e verifica sua lista de contatos no comunicador instantâneo. No ônibus, a garota assiste ao programa de auditório ao vivo em seu celular. Apressado, o executivo estaciona o carro na avenida Paulista, em São Paulo, para atender uma ligação por VoIP em seu notebook.
Todas as ações descritas acima independem do WiMax e já estão disponíveis para usuários no Brasil atualmente graças a serviços de operadoras e equipamentos preparados para as “antigas” redes sem fio.
Leia neste especial:
> A revolução da banda larga chega pelo ar
> WiMax para 700 mil brasileiros em 2010
> Interesse entre pequenas e grandes operadoras
> Anatel x Minicom: batalha pode atrasar WiMax
> Imagens: Licenças para WiMax
> Fotos: WiMax no Brasil
A introdução da banda larga sem fio, no entanto, permitirá que atividades que explorem mobilidade atinjam uma faixa da população muito mais ampla do que os proibitivos preços dos serviços citados comportam.
Até que seja possível navegar por banda larga sem fio com a tecnologia WiMax, no Brasil, ainda existem diversos obstáculos a serem passados.
O primeiro deles é a discussão sobre as regras do leilão, conduzido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para definir quem pode participar e em quais regiões.
O segundo é a atual escassez de equipamentos que suportam o acesso a redes WiMax. O Fórum WiMax, responsável por certificar os produtos usados na irradiação e recepção do sinal, autorizou os primeiros aparelhos em janeiro de 2006.
Deriva deste fator a falta de precisão quanto aos preços de equipamentos para WiMax no mercado brasileiro. “Agora, o WiMax é caro. O preço do modem que faz atendimento residencial sai entre 400 e 500 dólares”, estima o consultor de telecomunicação, Eduardo Prado.
Mesmo que a demanda por serviços de banda larga sem fio estejam explodindo no Brasil, como define o levantamento “Análise do mercado brasileiro de banda larga e WiMax 2005-2010”, da consultoria Maravedis, o mercado do país ainda é “sensível a preços”.
A adoção em larga escala do WiMax no Brasil, segundo Prado, acontecerá apenas a partir de 2009, quando o preço do modem de acesso deverá cair para até 75 dólares, sem taxações das operadoras.
O consultor em telecomunicações, ex-executivo da Intel, Ronaldo Miranda, concorda com Prado e acredita que o mercado brasileiro só vai andar entre 2008 e 2009. “O melhor exemplo é o acesso wireless. Mesmo com diversos hotspots espalhados, a web sem fio só explodiu quando o preço do notebook caiu bastante”, diz o executivo, afirmando que, mesmo com as redes prontas, a adesão dos usuários será vagarosa no começo.
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