Abert pede urgência na definição de regras para TV Digital
Por redação do Computerworld
Publicada em 04 de setembro de 2006 às 19h37
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Monteiro defendeu que uma das principais preocupações do novo marco regulatório precisa ser com a sobrevivência das emissoras de televisão abertas. Segundo ele, essa mídia é a que mais possui regulamentação, competindo com as demais. Os meios de comunicação mais novos, como internet e os canais pagos, surgidos depois da Constituição de 1988, têm pouca ou nenhuma regulamentação em relação à produção e à transmissão de conteúdos.
“Nossa preocupação primeira é defender a TV aberta no Brasil, segundo o modelo do dispositivo do artigo 221 [da Constituição Federal], que prevê que a televisão tenha programação independente, dê preferência à educação, ao esporte, à informação”, disse o Monteiro.
“O que está em questão é isso: para um país continental como o Brasil é importante ter uma indústria própria de informação, de entretenimento e de cultura destinada ao público em geral, aberto, de distribuição livre e gratuita. Se isso é importante, imagino que seja, é necessário rapidamente reformular a Constituição e proteger a empresa nacional que faz comunicação social”, defendeu.
Já para Saad, da Bandeirantes, o marco regulatório deve estabelecer mecanismos para impedir a concentração do controle dos meios de comunicação por um número reduzido de empresas. Segundo ele, é preciso garantir a diversidade da produção nacional. “Só essa diversidade nos aproxima da verdade”, afirmou.
O coordenador da Ação Governamental da Casa Civil da Presidência da República, Luiz Alberto Santos, reconheceu que a legislação brasileira referente ao setor de comunicações está defasada.
O executivo explicou que a escolha de um padrão para a TV digital brasileira foi apenas um dos pontos do conjunto de ações do governo para as telecomunicações. Por outro lado, Santos destacou a criação de um grupo interministerial para revisar toda a legislação brasileira. O grupo já foi criado, mas deve começar a atuar apenas em 2007.
Com informações da Agência Brasil
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