Associação da Indústria diz que teles devem ficar fora do leilão de WiMax
Por Ana Paula Oliveira, editora assistente do Computerworld
Publicada em 30 de agosto de 2006 às 09h54
São Paulo - Segundo Luiz Cuza, presidente da Telcomp, o grande beneficiado pela exclusão das teles do mercado WiMax será o consumidor final.
A polêmica decisão da Anatel em deixar de fora do leilão das freqüências 3,5 GHz e 10,5 GHz as concessionárias de telefonia fixa, que dessa forma não poderão participar da oferta de banda larga via tecnologia WiMax, é vista de forma positiva pela Telcomp.
Na visão de Luiz Cuza, presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp), a medida visa ampliar a competição e inserir no mercado de banda larga empresas de TV a cabo, MMDS e operadoras e provedores regionais menores. “A possibilidade do cliente escolher entre diversas opções, em vez de ficar amarrado à uma única opção é muito positiva”, afirma.
Para Cuza, a reclamação das teles é injustificada já que as concessionárias oferecem serviços de banda larga via ADSL. “O problema é que elas sabem que essa iniciativa atrapalha a prática de preços abusivos para uma oferta de serviços muito fraca. Por isso, nossa expectativa é que a Anatel mantenha essa decisão”, argumenta.
Na opinião do presidente da Telcomp, como as grandes operadoras (Telefônica, Brasil Telecom e Telemar) já fazem parte de grupos com operações fixas e móveis, a exclusão do leilão das faixas para WiMax não é arbitrária. “Acho importante permitir a entrada de novos players e deixar esse mercado amadurecer. Quando houver uma concorrência estabelecida, as concessionárias poderiam participar”, ele sugere.
Outra alternativa, na visão de Cuza, é oferecer para as teles fixas as freqüências nas quais não aparecerem interessados. “Nesse caso, nada mais justo vender para quem tem interesse do que deixar uma freqüência ociosa”, arremata.
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