Dirigir ao celular é tão perigoso quanto dirigir bêbado, diz estudo
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 30 de junho de 2006 às 16h04
Atualizada em 30 de junho de 2006 às 16h47
São Paulo - Pesquisa da Universidade de Utah mostra que tanto motoristas bêbados quanto usando celular têm cinco vezes mais chances de bater.
Dirigir falando ao celular - mesmo com um aparelho com fones, que deixa as mãos livres - é tão perigoso quanto dirigir bêbado, concluiu um estudo da Universidade de Utah, nos Estados Unidos.
A conclusão do estudo foi baseada em testes com 40 pessoas, dirigindo um simulador de carro em duas situações: usando um celular hands-free (mão livres) e depois de tomar suco de laranja com vodka e atingir o grau etílico mínimo considerado ilegal nos Estados Unidos (0,08% de álcool no organismo).
Os resultados mostraram que o celular hands-free e a bebida tiveram o mesmo grau de impacto sobre o motorista, levando os pesquisadores a questionarem a legislação que permite o uso de dispositivos hands-free nos Estados Unidos.
Os testes mostraram ainda que os motoristas que falavam ao celular hands-free não só dirigiam mais devagar, mas também eram 9% mais lentos para apertar o freio e apresentavam 24% mais desvio na trajetória. Eles também eram 19% mais lentos para retomar a velocidade normal depois de uma parada e apresentavam maiores chances de colidir. Três participantes do estudo bateram o carro. Os três falavam ao telefone e nenhum estava bêbado.
Além disso, os motoristas bêbados dirigiam um pouco mais devagar que os motoristas utilizando celular, porém com mais agressividade. Eles tinham o dobro de chances de frear o carro apenas quatro segundos antes de uma possível colisão e pisavam no freio com 23% mais força.
Em análise estatística, o estudo concluiu que motoristas ao celular tem 5,36 vezes mais chance de se envolver em um acidente do que um motorista atento. O mesmo percentual vale para os motoristas bêbados.
Contudo, os próprios pesquisadores que realizaram o estudo cogitam que o número de acidentes entre motoristas bêbados na vida real é maior porque os participantes da pesquisa dirigiram no momento “alto” da bebedeira, enquanto 80% dos acidentes reais envolvendo motoristas alcoolizados acontecem entre 18h e 6h da madrugada, horário em que os bêbados já estão no estágio da fadiga. Além disso, a média de teor alcoólico nos acidentes reais é o dobro da testada (0,08%).
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