Pequenos portáteis: smartphones puxam a revolução móvel
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 24 de maio de 2006 às 07h00
São Paulo – Em 2008, um quinto (cerca de 200 milhões) dos celulares vendidos no mundo serão smartphones, de acordo com o Gartner.
Ele envia e recebe e-mails, permite acessar a internet e fazer downloads, traz aplicativos de edição de texto, planilhas e agenda, software de comunicação instantânea, espaço para armazenar fotos e ferramenta para tocar músicas, pano de fundo, protetor de tela e ícones na área de trabalho. De quem estamos falando?
Se o seu palpite foi um computador, não é de se estranhar. Há alguns anos estes eram recursos disponíveis apenas em um PC. Mas estamos falando de um dispositivo muito menor, que cabe no bolso e pode ser levado a qualquer lugar e, além de todas as tarefas citadas, permite fazer chamadas telefônicas. Sim, os celular conhecidos atualmente como smartphones.
Quando se pensava em acessar todas essas funções de forma portátil, no passado recente, a alternativa possível era um notebook, que além de caro, trazia suas limitações. Você não poderia, por exemplo, consultar as últimas notícias do mercado financeiro no elevador, a caminho de uma reunião, ou responder aquele e-mail urgentíssimo do seu chefe no táxi, rumo ao aeroporto com um laptop.
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É por esse motivo que os dispositivos ultramóveis vêm puxando a revolução móvel, especialmente em países como o Brasil em que o custo é um fator determinante e andar com um notebook debaixo do braço é arriscado, do ponto de vista da segurança.
Cada vez mais pessoas têm a disposição aparelhos a um custo acessível – muitas vezes subsidiados pelas operadoras, de olho na receita de dados – com recursos como envio de imagens, download de aplicativos, acesso a e-mail e mensagens instantânea.
Uma recente pesquisa da A.T. Kearney e da Universidade de Cambridge mostra que 53% dos celulares usados ao redor do mundo, no final de 2005, já estavam capacitados a receber e transmitir dados, comparado com 49% em 2004. Dos usuários que são donos desses celulares mais avançados, 56% afirmaram utilizar a web ou acessar e-mails pelo menos uma vez por mês, taxa que no ano anterior era de 36%.
No Brasil, a receita das operadoras com a transmissão de dados ainda é baixa: gira em torno de 8% do total no final de 2005. “Lá fora, a média é de 20%”, observa Eduardo Tude, presidente do Teleco, consultoria especializada em telecom. A tendência, contudo, é que, em 2010, o mercado brasileiro tenha um cenário mais próximo ao internacional, com 21% da receita das operadoras vindo de dados, segundo o Yankee Group. Neste ano, eles já serão responsáveis por 11% do faturamento total das teles.
No ano passado, as operadoras faturaram 2,14 bilhões de reais com o envio de torpedos (SMS), downloads de imagens e toques e acesso a dados em geral. Em 2010, essa receita deve subir para 8,22 bilhões de reais.
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