A vida sem fio como ela é
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 24 de maio de 2006 às 07h00
Atualizada em 24 de maio de 2006 às 09h10
São Paulo – Um jovem de 23 anos que não se desgruda do seu smartphone, o professor que bloga pelo celular, a granja que controla os pedidos com handhedls. Do internet banking aos serviços públicos, a tecnologia wireless já é realidade.
Mesmo com acesso à internet no trabalho e em casa, Otávio Azevedo, funcionário da consultoria Accenture, não pode se dar ao luxo de ficar sem acesso ao seu e-mail nem mesmo quando está em trânsito. Seja no táxi ou de carona com algum amigo, não desgruda do seu smartphone. O tempo “ocioso” torna-se útil quando o jovem analista, de apenas 23 anos, aproveita para checar suas mensagens, navegar por sites de notícias e, por que não, bater um papo com os amigos pelo MSN.
Otávio esclarece: não se trata de uma exigência da empresa, e sim de um diferencial competitivo. “De certa forma, a empresa em que trabalho exige de mim uma certa disponibilidade e é assim que me coloco em relação à empresa, por minha escolha, sempre disponível”, relata o entusiasta da mobilidade, que há três anos não se separa do seu telefone inteligente e às vezes passa até 40 minutos navegando pela web no celular.
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A rotina de Otávio reflete uma tendência cada vez mais presente no mundo contemporâneo: a flexibilidade para se comunicar, a receptividade às novas tecnologias, a capacidade de estar online e sintonizado com o que está acontecendo o tempo todo e, principalmente, a habilidade de ser mais produtivo.
Para o professor Mauricio Curi, a mobilidade é uma ferramenta poderosa de comunicação. O professor, que preside a ONG Educartis, utiliza o seu celular para atualizar um blog (http://www.mcuri.com/) por meio do qual se comunica com a rede de professores e estudantes ligados à entidade. “Estou sempre viajando, por isso se não fosse assim, não conseguiria manter um blog atualizado”, relata o professor.
Durante suas idas e vindas, Marcelo aproveita para fazer uma nota no celular cada vez que uma idéia surge. “Cada vez que penso em alguma coisa, digito um SMS e envio para o blog. Funciona quase como uma memória. Afinal, não há hora marcada para se criar”, conta. “Os textos ficam em pré-produção e quando tenho um tempo para sentar ao notebook, muitas vezes em um cibercafé, transformo todos aqueles torpedos em um único texto e coloco no ar”.
O repositório de idéias de Marcelo chega a juntar até 30 SMSs, que depois serão consolidados em um único texto. O professor também utiliza o aparelho como ferramenta interativa e quando ministra suas palestras incentiva votações dos participantes via SMS. Os dados tabulados também se revertem em material para o blog.
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