Poupatempo prepara oferta de serviços via celulares e PDAs
Por Daniela Moreira
Publicada em 19 de abril de 2006 às 12h47
São Paulo - Projeto para adaptação dos conteúdos e serviços do Portal do Cidadão a plataformas móveis já está em andamento.
Pioneiro na implementação de serviços eletrônicos pela web, o Poupatempo – órgão de prestação de serviços públicos do Governo de São Paulo – trabalha agora na migração de informações e serviços para celulares e PDAs.
De acordo com Daniel Annenberg, superintendente do Poupatempo, o órgão já tem uma iniciativa em andamento e outras planejada para o segundo semestre deste ano.
Em abril, a instituição começou a trabalhar na migração dos conteúdos do Portal do Cidadão – que reúne mais de 2 mil serviços, incluindo consulta a informações ligadas a saúde, educação, segurança e documentos – para plataforma celular e PDA. Ainda não há previsão para a conclusão do projeto, que depende de acordo com operadoras para ser lançado.
No segundo semestre, o Poupatempo começa a trabalhar em outro projeto, batizado de Perto de Você. “Identificamos que 33% das ligações 35 mil ligações ao dia para o 190 [número para atendimento a emergências] eram para solicitar informações sobre serviços. Por isso firmamos uma parceria com o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), com a Polícia Militar, com o Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) e com a Motorola para criar um serviço de atendimento”, conta Annenberg.
Inicialmente, serão oferecidas informações em oito categorias principais (as mais requisitadas pela população), incluindo hospitais, delegacias, escolas públicas.
O acesso poderá ser feito de duas formas: via portal de voz, que poderá ser utilizado por telefones fixos e móveis; e via aplicação de dados para celular, com um menu de opções para que o usuário navegue.
O sistema é baseado em localização geográfica. Uma das alternativas é que o usuário informe o CEP de onde está localizado para acessar dados locais e a outra é uso de dispositivos de localização (GPS), que ainda está em estudo devido aos custos elevados.
Esta iniciativa também dependerá de alianças com as operadoras, mas Annenberg, que participou na terça-feira (18/04) do Fórum M-gov, em São Paulo, mostrou-se bastante entusiasmado com o potencial das plataformas móveis – especialmente o celular, que já tem uma base de 89,4 milhões de usuários no País – como instrumento de prestação de serviços públicos.
Atores do governo e da iniciativa privada chamaram atenção durante a abertura do evento para o fato de que a base de PCs – estimada em 32 milhões, pela FGV – é muito menor, portanto os serviços eletrônicos via web tem um alcance mais limitado.
Os dispositivos são significativamente mais caros que os celulares e menos amigáveis aos usuários brasileiros, que já utilizam serviços de dados no celular – como o SMS – com relativa facilidade e freqüência.
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