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20 de setembro de 2009
telecom
Celulares

Base de celulares deve atingir 98,8 milhões em 2006

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

Publicada em 20 de março de 2006 às 12h49
Atualizada em 20 de março de 2006 às 16h45

São Paulo – Aumento de 14% em relação a 2005 deve ser sustentado pela introdução de aparelhos mais acessíveis por parte dos fabricantes.

A base de linhas celulares registradas no Brasil deve totalizar 98,8 milhões em 2006, atingindo um crescimento de 14%, de acordo previsões do Yankee Group.

O aumento é modesto em comparação com o crescimento de 32%, registrado em 2005, em relação a 2004, fato que pode ser explicado por uma mudança de foco nos investimentos das operadoras.

De acordo com Luis Minoru, country manager do Yankee Group no País, as companhias devem investir mais em fidelização da base do que na aquisição de novos clientes.

“O movimento consiste principalmente em reter o topo da pirâmide, onde se encontram os assinantes que trazem maior rentabilidade”, explica o analista.

Apesar do foco na manutenção da base, o país contará com 12 milhões de novos usuários de celular ao final de 2006, o que significa que as novas assinaturas também crescerão.

Para Minoru, este aumento será puxado por um investimento dos fabricantes em entregar modelos de entrada de aparelhos a custos mais acessíveis para os países emergentes.

“Com isso, as operadoras poderão diminuir o subsídio aos aparelhos - que vem se tornando muito pesado e pouco atrativo para elas -, mas poderão manter o preço mais baixo hoje oferecido às camadas de menor renda da população. Ou ainda, manter o subsídio e oferecer aparelhos ainda mais baratos”, avalia o analista.

Outra estratégia adotada pelas operadoras para manter a lucratividade reduzindo os elevados custos com o subsidio para a aquisição de novos clientes é o estímulo ao uso de serviços geradores de receita, como o tráfego de dados.

Para isto, a consultoria recomenda que as companhias invistam na qualificação dos agentes do ponto de venda para educar o consumidor a utilizar tais serviços.

“Hoje, o atendente até incentiva aquisição de novas linhas, mas não contribui para a geração de receita via serviços. Ele ensina o usuário a trocar o toque do telefone e tirar fotos, mas não mostra como enviar as imagens pelo celular para outros usuários ou baixar toques diferentes”, explica Minoru.

Para obter sucesso na estratégia, contudo, as operadoras terão também que investir em um maior número de pontos de venda, já que hoje é comum que um cliente interessado em adquirir uma nova linha ou aparelho enfrente filas intermináveis nas lojas das operadoras.


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