Saiba como preservar o celular
Por Daniela Braun, editora do IDG Now!
Publicada em 08 de março de 2006 às 12h47
Atualizada em 08 de março de 2006 às 13h02
São Paulo - Vapor, chuva, calor e produtos de limpeza estão entre os vilões do celular. Saiba mais.
Embora o brasileiro troque de celular com frequencia é preciso tomar algumas precauções para que o sonho de consumo não vire pesadelo por falta de cuidados.
De acordo com uma pesquisa da Motorola, do último trimestre de 2003 para o mesmo período de 2004, o tempo médio de substituição de telefones móveis pelos brasileiros diminuiu de 22 meses, para 19 meses. Entre os jovens, a troca é ainda mais frequente. De 18 meses no último trimestre de 2003, para 13 meses no mesmo período de 2004.
Entretanto, o consumidor que for cuidadoso e resistente às inovações da indústria de telefonia móvel pode ficar muito mais tempo sem visitar a assitência técnica e manter o mesmo aparelho por dez anos, ou até mais, segundo a fabricante.
"A principal causa de danos está ligada à oxidação e não às quedas", informa Ivanildo Cordeiro, gerente de produtos da BenQ Mobile. Segundo ele, é importante que o consumidor tome cuidado para não perder a garantia de fábrica, que não cobre defeitos causados por mau uso do aparelho.
Embora muitas pessoas não consigam ficar longe do celular, segundo o especialista, hábitos como falar embaixo de chuva, levar o aparelho ao banheiro na hora do banho ou à sauna estão entre as práticas fatais para os terminais móveis.
A praia também é um campo perigoso para o celular. "A maresia, como todos sabem, é um potencial fator de oxidação em metais. Para deixar o aparelho protegido da areia e da água, o melhor é mantê-lo dentro da bolsa ou sacola", aconselha Cordeiro.
Selo de umidade
Para identificar se o terminal foi exposto a tais fatores, alguns fabricantes incluem um selo interno de medição de umidade.
"É um pequeno selo branco colado internamente no terminal, próximo à bateria", detalha Sérgio Takao Shiramizy, gerente de engenharia da Kyocera Wireless Brasil. Se o adesivo estiver rosado, por exemplo, o aparelho pode perder a garantia, alerta.
A limpeza do celular com líquidos (álcool, água ou outros produtos de limpeza) também pode gerar a oxidação, alerta Shiramizy.
Calor
Depois da umidade, o calor representa um dos principais perigos ao celular. Segundo o gerente de engenharia da Kyocera, a exposição do terminal a 60º C pode derreter o ciruito interno e danificar o aparelho. "Isso costuma ocorrer, por exemplo, quando o usuário deixa o celular no console do carro fechado embaixo do sol."
Outro alerta envolve o carregador do aparelho. Embora os cabos atuais sejam flexíveis, é aconselhável que usuário não dobre demasiadamente o fio do carregador. Segundo Shiramizy, a prática pode quebrar a fiação interna e inutilizar o acessório.
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