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08 de julho de 2009
telecom
Operadoras

Análise: AT&T e BellSouth juntas reforçam cenário de polarização nos EUA

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

Publicada em 06 de março de 2006 às 13h44
Atualizada em 06 de março de 2006 às 18h11

São Paulo - Para Eduardo Tude, do Teleco, a fusão das operadoras consolida a divisão do mercado entre dois grandes players: AT&T e Verizon.

A aquisição da BellSouth pela AT&T, nos Estados Unidos, reflete um movimento de consolidação e polarização do mercado de telecomunicações naquele país, de acordo com Eduardo Tude, presidente do Teleco, organização brasileira especializada em telecomunicações.

Para Tude, o negócio estimado em 67 bilhões de dólares cristaliza a divisão do mercado entre dois players principais: de um lado a AT&T, que, com a aquisição da BellSouth passa a contar com uma base de 62 milhões de assinantes de linhas fixas; e de outro, a Verizon, com uma base de 49 milhões de usuários de serviço fixo.

A Quest, que aparece em terceiro lugar, com 13 milhões de assinantes, pode ser a próxima na lista de aquisições da Verizon, na opinião de analistas, o que daria à operadora uma base praticamente equivalente à da sua principal concorrente, dividindo o mercado de linhas fixas dos Estados Unidos – estimado em 175 milhões de usuários – em dois grandes pólos.

“Quando à AT&T foi desmembrada, apostou forte na operação de longa distância. Na época, todo mundo achava que o grande negócio era telefonia a longa distância e não local, o que se provou equivocado ao longo dos anos. A AT&T então, partiu para um movimento de aquisições, que culminou na criação de uma companhia forte em telefonia fixa local, a longa distância e móvel”, analisa Tude.

O processo de desmembramento ao qual Tude se refere ocorreu em 1984, época em que a AT&T detinha o monopólio do mercado norte-americano de telecomunicações e foi obrigada a tomar a medida em função de um processo de antitruste movido pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

A companhia foi desmembrada em sete empresas – conhecidas como “Baby Bells”: Ameritech, Bell Atlantic, BellSouth, Nynex, Pacific Telesis Group, Southwestern Bell Coroporation e US West.

Ao longo dos anos, as Baby Bells foram adquiridas novamente, em um movendo de reconcentração do mercado.

A Southwestern Bell Coroporation – rebatizada de SBC Communications – adquiriu as “irmãs” Ameritech e Pacific Telesis Group. Em 2005, comprou a empresa mãe AT&T e adotou seu nome, que tem forte tradição nos Estados Unidos. Agora, espera a aprovação para a compra da BellSouth

Já a Verizon arrematou a Bell Atlantic e a Nynex, enquanto a Quest comprou a US West.

Tude acredita que, mesmo diante deste cenário de aglomeração das operadoras, a aquisição da BellSouth será aprovada, uma vez que a presença da Verizon no mercado  garante a competição e impede que a AT&T volte a monopolizar o setor.

Na telefonia celular, as empresas já atuavam em conjunto. A SBC possuí uma joint venture com a BellSouth em telefonia móvel, a Cingular Wireless, maior operação de celular dos Estados Unidos.

“Os clientes das operadoras não devem sofrer impacto algum, de imediato”, acredita o analista. A longo prazo, contudo, a redução dos competidores pode resultar em preços mais elevados para o consumidor.

No Brasil, a AT&T Inc. - antiga AT&T Corp - está presente há mais de 15 anos prestando serviços de telecomunicações a clientes corporativos multinacionais. De acordo com a subsidiária, a operação local, que hoje conta com 200 funcionários,  não altera suas atividades por conta do anúncio.

A empresa ressalta que sua operação sempre foi independente da AT&T Latin America, companhia na qual a AT&T Corp possuía 70% do capital, e que foi vendida à Telmex, em 2004.


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