TV digital movimenta R$ 7 bilhões
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 13 de fevereiro de 2006 às 09h39
Atualizada em 13 de fevereiro de 2006 às 11h21
São Paulo - Novo sistema demanda investimentos em conversores e digitalização de estúdios.
Todo o debate em torno da definição do padrão que servirá de modelo para o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTD) não é em vão. A transição para o padrão digital deverá movimentar aproximadamente 7 bilhões de reais, segundo estimativa do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CpQD) .
Deste montante, 5 bilhões de dólares correspondem ao valor que será investido pela população na aquisição de aparelhos conversores – os chamados set-top boxes – e de TVs digitais.
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Além disso, será investido 1,5 bilhão de reais na substituição dos sistemas de transmissão e outros 500 milhões de reais na digitalização dos estúdios das emissoras de TV.
Estes números justificam o interesse dos consórcios internacionais – norte-americano, europeu e japonês – em emplacar o seu padrão como referência para o modelo nacional, abrindo portas para exportação de tecnologia e equipamentos em larga escala.
“O Brasil é o quarto maior mercado de TV aberta do mundo. Este ano vamos atingir 100 milhões de aparelhos no País, com 96% dos lares equipados com pelo menos um televisor”, ilustra Marcelo Zuffo, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
Mundialmente, o mercado de televisões digitais deve movimentar 23 bilhões de dólares em 2006, totalizando 18 milhões de receptores digitais vendidos no ano, segundo a Associação de Eletrônicos de Consumo dos EUA. Em 2005, as vendas de aparelhos crescerem 60%, atingindo 17 bilhões de dólares.
Segundo projeções do instituto de pesquisas Informa, até o ano de 2010 o número de residências com televisão de alta-definição – aptas a receber o sinal digital sem necessidade de conversor – no mundo aumentará para 106,2 milhões, dos atuais 28,6 milhões.
Os Estados Unidos terão o maior número de domicílios equipados – 48,3 milhões –, seguidos pelo Japão (19,9 milhões), China (10 milhões), Alemanha (5,3 milhões) e Canadá (4,3 milhões).
Mas isto representa apenas uma fração do universo de usuários que terão substituído as TVs analógicas por digitais, já que a maioria optará por conversores.
Até o ano de 2009, os Estados Unidos pretendem ter encerrado as transmissões analógicas, o que significa que qualquer pessoa que queira assistir à televisão terá que possuir um equipamento de recepção de sinal digital. “Em 2007, praticamente não serão mais vendidas TVs analógicas nos Estados Unidos”, projeta Robet Graves, presidente do conselho do Fórum ATSC.
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