Um novo universo de conteúdo
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 13 de fevereiro de 2006 às 10h16
Atualizada em 13 de fevereiro de 2006 às 14h37
São Paulo - TV Digital traz aplicativos, interatividade, comércio eletrônico e mobilidade.
Com a transmissão digital, o aparelho de TV deixa de ser um terminal passivo e passa a oferecer ao usuário a possibilidade de interagir com o conteúdo.
Os aparelhos receptores – sejam televisores digitais ou conversores – possuem capacidade de processamento local, transformando-se em variações do computador.
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Isso permite adicionar aplicativos ao conteúdo da programação, que passa a oferecer não só áudio e vídeo, mas também informações em outros formatos.
“Com a transmissão digital, passamos a ter um tubo que transporta 19,4 Mbits por segundos conectado à residência do usuário. As possibilidades do que podemos enviar por ele são infinitas”, analisa Robert Graves, presidente do conselho do fórum ATSC, responsável pelo padrão norte-americano de TV digital..
Aplicativos
No Brasil, uma das principais preocupações do governo é a aplicação da tecnologia para promover a inclusão digital.
“O acesso ao computador possui não só entraves econômicos, mas de ordem cultural. É um terminal que exige um alto grau de domínio tecnológico para ser operado, ao contrário da TV, que está em praticamente todo os lares brasileiros”, argumenta Lauro Ferreira, gerente de desenvolvimento de negócios da FITec.
A transmissão digital permitirá levar aos lares brasileiros aplicações que vão desde notícias, informações sobre saúde e programas de educação à distância até consulta a dados de imposto de renda.
Mas as aplicações não estão restritas à esfera pública. As emissoras poderão enviar dados adicionais sobre a programação que está sendo transmitida, como estatísticas e informações sobre jogadores em uma partida de futebol ou biografias dos atores, perfil dos personagens e resumo dos últimos capítulos de uma novela.
O usuário também poderá receber jogos para execução local. “É possível que tenhamos canais apenas com aplicativos”, defende Ferreira.
Interatividade
A interação com o conteúdo, no entanto, pode extrapolar a esfera local. Nos exemplos mencionados, o usuário simplesmente receberia conteúdos e os executaria em seu aparelho, sem necessitar conectar-se à sua fonte.
É possível, contudo, estabelecer esta conexão, enriquecendo ainda mais a experiência. Nos exemplos já citados, seria possível acrescentar uma pesquisa em que o telespectador vota no pior jogador em campo, durante a partida, ou elege seu personagem favorito da novela, com os resultados parciais sendo exibidos simultaneamente.
Outra aplicação possível é a consulta a e-mail e o envio de mensagens instantâneas por meio da tela de TV, sem que seja necessário “mudar de canal” ou interronper a programação que está sendo assistida.
Para viabilizar este nível de interatividade, no entanto, é necessário criar um canal de retorno. Ele pode ser estabelecido por meio da linha fixa, celular, banda larga e até tecnologias de conexão sem fio embutidas no set-top box, como Wi-Fi e WiMax.
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