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21 de setembro de 2009
telecom
Mobilidade

Segurança: proteja sua rede sem fio

Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

Publicada em 11 de novembro de 2005 às 07h00
Atualizada em 03 de março de 2006 às 12h34

A segurança ainda é um fator decisivo na escolha dos usuários em se libertarem ou não dos fios: as redes wireless ainda são mais vulneráveis.

wireless_selo_01_entradaSe por um lado a conveniência e a redução de preços puxam o crescimento da adoção das redes sem fio, há um fator que ainda leva muitos usuários a relutarem em se libertar dos fios: a segurança.

Sem limitações físicas do seu espectro, as redes sem fio realmente podem facilitar a ação dos criminosos virtuais.
 
Uma pessoa que se aproxima de uma empresa coberta por uma rede Wi-Fi com um equipamento compatível poderá facilmente detectar o sinal.

O mesmo ocorre em residências e, com mais freqüência ainda, em prédios. Basta ligar um notebook, por exemplo, que o próprio aparelho é capaz de listar as redes disponíveis nas imediações.

Como, de fato, as redes wireless podem ser detectadas por qualquer dispositivo compatível com a tecnologia, o desafio é manter o acesso restrito apenas às pessoas autorizadas, o que requer uma série de precauções.

Em casa

No ambiente doméstico, o usuário que não tomar certos cuidados corre o risco de que, no mínimo, alguém utilize o seu link com a internet sem gastar nenhum centavo.

Mas se um usuário mais experiente e mal-intencionado detecta uma rede aberta, problemas mais sérios, como o roubo de informações, podem acontecer.

Os próprios roteadores (aparelhos usados para distribuir o sinal de conexão) trazem recursos de segurança que diminuem esses riscos. Mas muitos usuários ignoram essas funções, tornando-se vulneráveis a ataques.

Segundo o Gartner, em 2006, 70% dos ataques bem sucedidos a redes sem fio serão causados por problemas de configuração nos pontos de acesso.

“De imediato, o usuário pode cadastrar uma senha de acesso e habilitar recursos de criptografia. Além disso, o software que acompanha o aparelho permite determinar o endereço físico de cada placa que vai utilizar a rede”, explica Marcelo Bezerra, diretor técnico da Internet Security Systems (ISS) para a América Latina.

Segundo o especialista em segurança, os aparelhos disponíveis em varejos nacionais trazem manuais com instruções suficientes para realizar essas operações, mesmo para quem não é um especialista em tecnologia.

Mas também é indispensável instalar os recursos de segurança recomendáveis a qualquer pessoa que vá acessar a internet – seja com ou sem fio – como softwares de antivírus e anti-spyware.

Além disso, um bom firewall, com recursos de proteção contra intrusos (IPS – Intrusion Protection System), é recomendável. Há diversas versões comerciais e gratuitas (como o Zone Alarm) disponíveis no mercado, basta escolher a sua.

Outra medida importante é manter o sistema operacional sempre atualizado, instalando os pacotes de correção dos fabricantes.

Em locais públicos

A instalação destes recursos de segurança é ainda mais importante nos hotspots, ambientes que podem estar abertos a qualquer pessoa.

“Neste caso, não há como fechar demais a rede, porque senão o modelo se tornaria inviável”, explica Bezerra.

A solução é ficar bastante atento a um possível ataque virtual e, inclusive, se precaver contra possíveis ataques físicos.

Locais públicos – como restaurantes e cibercafés – onde pessoas são vistas com freqüência acessando a internet com notebooks podem se tornar visados para ação de ladrões.

Nas empresas

No ambiente corporativo, um ataque à rede pode ser ainda mais nocivo. Ao se conectar, o invasor pode ter acesso a informações confidenciais, além de causar danos aos serviços que pode repercutir em prejuízos de ampla escala.

Por isso, muitas empresas olham com cautela para a tecnologia. Neste ambiente, diz Bezerra, a contratação de recursos profissionais de segurança é recomendável. A criptografia dos dados, o estabelecimento de políticas de acesso para os usuários e o monitoramento são importantes para garantir um maior grau de proteção.

“O número de hackers que se voltam a ataques a redes sem fio cresce na mesma proporção que o número de usuários da tecnologia. É possível encontrar na internet inúmeros programas que facilitam a invasão”, adverte o especialista.

Padrões de segurança

Para conferir maior segurança às redes sem-fio, a indústria vem trabalhando em padrões de proteção para a tecnologia.

O padrão WEP (Wired Equivalent Privacy), protocolo de criptografia utilizado na maior parte dos equipamentos wireless, é considerado pouco eficaz.

Por isso, já foram desenvolvidas outras duas especificações de criptografia mais avançadas: WPA (Wi-Fi Protected Access) e WPA2 (802.11i).

Alguns equipamentos já disponíveis poderão ser atualizados por meio de software para a nova tecnologia, mas outros modelos mais antigos são incompatíveis.

wireless_selo_02_saídaA Microsoft já anunciou que os padrões foram incorporados ao Windows XP, o que deve contribuir para a sua adoção. 


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