Aliança propõe esforço para Linux no celular
Por IDG Now!
Publicada em 17 de outubro de 2005 às 12h13
A Motorola e a PalmSource estão entre as empresas que se alinharam em uma iniciativa para promover o uso do Linux em celulares.
A Motorola e a PalmSource estão entre as empresas que se alinharam nesta segunda-feira (17/10) em uma iniciativa para promover o uso do sistema operacional Linux em celulares.
A Mobile Linux Initiative foi lançada pelo Open Source Development Labs (OSDL) com o objetivo de driblar desafios técnicos e oferecer suporte à adoção do Linux em handhelds.
"O momento é bastante favorável para o Linux em dispositivos móveis, especificamente para celulares", disse Eirik Chambe-Eng, presidente e co-fundador da Trolltech AS, empresa que produz uma interface gráfica sobre Linux para aparelhos sem fio e se uniu ao esforço do OSDL.
O executivo acredita que por conta do aumento do número de empresas desenvolvendo Linux para dispositivos móveis, há uma necessidade de coordenar os esforços.
As companhias envolvidas no Mobile Linux Initiative esperam alinhar seus desenvolvimentos em uma direção comum.
"Essa iniciativa está voltada à criação de um bom kernel de sistema operacional que utilize os recursos do telefone móvel", disse Chambe-Eng.
Também aderiram ao projeto a MontaVista Software e a Wind River Systems. Dispositivos baseados em Linux são muito populares na Ásia, mas até agora não tiveram muito êxito na Europa ou nos Estados Unidos.
A Motorola vendeu mais de 3 milhões de celulares na Ásia com Linux e com o software da Trolltech, segundo, Chambe-Eng. Ele espera que fabricantes como a Motorola iniciem a oferta desses produtos na Europa e nos Estados Unidos nos próximos seis a 12 meses.
O Linux é atrativo para os fabricantes tanto por suas capacidades quanto pelo custo. O sistema operacional pode resolver alguns dos problemas que os fabricantes enfrentam para construir telefones com funções completas como câmeras, displays coloridos e navegadores de internet.
No entanto, Wood não acredita que o Linux seja uma ameaça ao Symbian ou à Microsoft. A Nokia, por exemplo, está fortemente comprometida com a Symbian e Wood acredita que ela possa até olhar para o código aberto para produtos que não sejam celulares, mas não deve migrar para o Linux nos aparelhos móveis de telefone em breve.
Independente disso, o Linux vem se tornando cada vez mais atrativo por conta da redução de custos que gera aos fornecedores.
O sistema operacional Symbian custa entre 5 e 7 dólares por telefone, enquanto um sistema baseado em Linux sairia por menos que isso, segundo Wood.
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