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09 de julho de 2009
Colunistas

Mente hacker

Denny Roger é analista de segurança de redes

Publicada em 04 de fevereiro de 2006 às 13h05
Atualizada em 28 de março de 2006 às 17h54

O arsenal do cracker

Para combater os invasores online é preciso saber como eles pensam, alerta Denny Roger.

O cracker é o indivíduo que invade sistemas com o objetivo de destruir redes ou promover golpes burlando sistemas bancários e de cartão de crédito.

Para combatê-los é necessário saber como funciona o planejamento de um ataque à instituição financeira e seus clientes, as ferramentas que serão utilizadas, o número de empresas e pessoas afetadas, e principalmente as técnicas de resposta a incidentes.

O planejamento

O cracker obtém diversas informações na própria internet, durante o planejamento de um ataque. Nesta fase são utilizadas técnicas não intrusivas, tais como: consultas a servidores DNS (Domain Name Server), busca de informações através de listas de discussão, análise do cabeçalho dos e-mails enviados por alguns bancos, etc.

O próprio site da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) é um prato cheio para que o cracker identifique as tecnologias utilizadas pelos bancos, o número de correntistas (pessoa física ou jurídica) que utilizam o Internet Banking, quais serviços são terceirizados, a quantidade de transações bancárias via Internet Banking, entre outros dados.

Com tais informações, o cracker determina quais serão os bancos e correntistas afetados pelo seu ataque.

O arsenal

O e-mail falso: usado para tirar vantagem das pessoas assumindo falsa identidade. O e-mail falso pode instalar arquivos maliciosos (spywares) programados para roubar senhas de bancos.

O Orkut: A página de relacionamentos é constantemente utilizada para disseminar os programas maliciosos que roubam senhas de banco. A técnica consiste basicamente em adicionar “recados” na página pessoal da vítima, contendo um script malicioso e utilizar falhas na aplicação para enviar o programa malicioso. Por exemplo, o Cracker deixa um recado orientando a vítima a clicar no desenho de um “sol” ou no “bico do passarinho” para visualizar a mensagem. Porém, é instalado um programa malicioso quando a vítima clica para ler a mensagem.

Cross Site Scripting: URL que pode conter códigos maliciosos incluídos por um cracker. Geralmente é utilizada para apresentar páginas falsas de bancos.

Site clonado: Devido a vulnerabilidades encontradas em browsers, o cracker pode utilizar uma técnica onde é apresentada a URL verdadeira do banco, porém, o conteúdo da página é todo falso.

Cavalos de Tróia: Ferramenta utilizada para roubar números de agência, conta corrente, senha do teclado virtual, etc. O cavalo-de-tróia envia as informações capturadas via e-mail para o cracker.

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