Segurança

54% dos usuários do Facebook já foram alvo de golpes online, diz pesquisa

CSO/EUA
15 de dezembro - 09h57 - Atualizada em 15 de dezembro - 14h24
Especialista mostra em números como cibercrimosos usam as redes sociais; quase 60% das contas do Twitter são usadas para golpes ou spam.

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Em sua apresentação intitulada “O lado negro: mensurando e analisando atividades nociva no Twitter e Facebook”, Daniel Peck, pesquisador da Barracuda Networks, mostrou em detalhes como os cibercriminosos enganam as pessoas nas redes sociais.

O estudo de Peck também deixa claro que as percepções dos usuários sobre segurança nas redes sociais contrastam drasticamente com a quantidade de membros nos sites - detalhes que podem ser vistos no artigo Facebook não é seguro, mas adoramos mesmo assim.

Separamos alguns dados importantes das informações levantadas por Peck a respeito de atividades nocivas no Twitter, Facebook e buscadores. 

Facebook
Uma a cada 60 postagens no Facebook são spam ou possuem conteúdos perigosos. 

Entre os entrevistados, 91,9% relataram que recebem mensagens indesejáveis na rede social, enquanto 54,3% disseram que já caíram em algum golpe de phishing e 23,3% afirmaram ter recebido malware. 

Até 50 pessoas são marcadas em uma foto ou post no Facebook, uma tática comum para atrair a atenção dos usuários para levá-los a links maliciosos. 

Uma a cada cinco pessoas que responderam à pesquisa disseram que foram atingidos negativamente por informações expostas em uma rede social. 

Twitter
Um a cada 100: é a proporção de posts no Twitter que são considerados nocivos ou spam (mensagem indesejada para venda de produtos, por exemplo);

Quase 60% dos endereços “ruins” são spams, enquanto que outras URLs são compostas por tentativas de invasão (19%) e que contém algum tipo de spyware (11%). 

De 1.000 downloads não intencionais (conhecidos por download ‘drive-by’), um é consequência de endereços do Twitter. 

O Twitter é composto por apenas 43% de usuários “reais”. Os 57% restantes, classificados como “outros” pela pesquisa de Peck, incluem spambots e outros tipos de contas fraudulentas que utilizam o Twitter como meio para enganar os usuários com malware. 

A porcentagem de “crimes” no Twitter disparou 60% entre o fim de 2008 e começo de 2009, período conhecido como “tapete vermelho”, momento no qual a rede social viu o maior índice de criação de contas. Essa taxa de “crimes” representa a porcentagem de contas criadas por mês que são eventualmente suspensas pelo Twitter, de acordo com Peck. 

Resultados de busca

Um para 1000 - é a proporção de resultados de busca que levam a um malware, de acordo com a análise de 153 dias conduzida por Peck. 

A cada cinco tópicos, um deles leva a conteúdos perigosos ao computador. 

Cerca de 38% dos resultados de busca do Google para tópicos populares continham links nocivos. Ao fazer as mesmas pesquisas em outros buscadores, o Yahoo produziu 30% de resultados com links perigosos, 24% pertenciam ao  Bing e apenas 8% ao Twitter. 

Ao pesquisar termos “música+vídeo”, 17% dos resultados obtidos continham ameaças ao computador.