Segurança

Hackers prometem represália e sites de Israel saem do ar

IDG News Service
07 de novembro - 10h53 - Atualizada em 15 de março - 12h33
Grupo Anonymous publicou um vídeo afirmando que atacaria páginas do governo israelense, para protestar contra bloqueio à Faixa de Gaza.

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Os sites do governo de Israel ficaram fora do ar no último domingo (06/11) dois dias depois da ameaça de ciberataque feita pelo grupo de hackers Anonymous, que protestava contra o bloqueio marítimo na Faixa de Gaza. Entretanto, o governo de Israel afirmou que os sites saíram do ar por "mau funcionamento" dos servidores.

Os sites em inglês do serviço de inteligência Mossad e o das Forças de Defesa de Israel permaneceram fora do ar até a noite de domingo. O primeiro estava "em manutenção", enquanto o segundo estava inacessível. O portal da Agência de Segurança do país também estava fora do ar..

“Os sites  do governo israelense pararam de funcionar hoje por mau funcionamento dos servidores, não foi o resultado de um ciberataque”, informou um porta-voz do escritório do primeiro ministro de Israel, Ofir Gendelman, em seu perfil no Twitter. Apesar disso, jornais locais atribuíram o fato à ação de hackers.

Em uma mensagem no YouTube na sexta-feira (04/11), o grupo Anonymous criticou a ação promovida pela Marinha israelense e o bloqueio do embarque em águas internacionais de dois navios - um irlandês e outro canadense - que não estavam carregando armas.

"Enquanto o mundo testemunhou hoje os soldados da Marinha impedirem o acesso de navios à Faixa de Gaza, tentamos atacar o bloqueio marítimo ilegal de segurança feito por vocês", afirmou o grupo Anonymous, no que chamou de carta aberta ao governo de Israel. Os hackers ameaçaram "atacar outra vez", caso Israel mantenha o bloqueio de navios com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.

(John Ribeiro)