Maioria dos adolescentes brasileiros compartilha dados pessoais na web
Pesquisa realizada com 400 internautas adolescentes entre 13 e 17 anos revela que a maioria compartilha informações pessoais na web sem se preocupar com os riscos de privacidade.
De acordo com o estudo, realizado para a empresa de segurança online McAfee pelo instituto de pesquisa TNS, dos 17 milhões de internautas (20% do total) nessa faixa etária no país, 12,5 milhões acessaram a web nos últimos três meses. Cerca de 80% o fazem quase todo dia, e quase metade, há mais de quatro anos.
As atividades mais comuns na web são o acesso a redes sociais (83%), comunicadores instantâneos (82%), e-mails para amigos e familiares (79%) e upload e compartilhamento de arquivos (67%). De acordo com a pesquisa, dos 10 principais usos, sete podem tornar públicas informações prvidadas. As redes, aliás, são cada vez mais alvo de ataques.
A pesquisa mostra que os teens compartilham o primeiro nome (54%), e-mail (48%), idade (47%), foto pessoal (33%) e até o número do celular (22%). Além disso, outro hábito bastante comum é a atualização frequente do status em redes sociais (como Twitter, Facebook e Orkut), revelando o que está fazendo e onde. "A divulgação de dados pessoais facilita crimes como o falso sequestro ou o roubo de identidade, diz José Matias, gerente de suporte técnico da McAfee.
Outra atividade que coloca em risco os adolescentes é o download de vídeo e música a partir de serviços gratuitos, hábito admitido por 86% deles. Não por acaso, metade deles disseram já ter tido o micro infectado por vírus ou malware, e 20% já tiveram senhas roubadas.
Apesar disso, 80% dos adolescentes diz saber o que fazer para manter-se seguro na web. "Grande parte dessa falsa sensação de proteção vem da familiaridade dessa geração com a rede, pois quase metade deles acessa a web há mais de quatro anos", diz Alexandre Momma, diretor de atendimento da TNS.
Os pais até tentam saber da vida online dos teens. Quase 55% disseram que seus pais ou responsáveis os questionam a respeito de suas atividades na rede. Metade diz ter feito "acordos" sobre o permitido no mundo online, e 39% usam micros em áreas comuns da casa. Mesmo assim, 53% afirmam saber esconder suas atividades online e 39% simplesmente não contam aos pais sobre elas. Quase um terço limpa o histórico de navegação e 22% até criam endereços secretos de e-mail.


