Fabricantes de antivírus questionam testes de laboratórios independentes
Por Network World/EUA
Publicada em 09 de setembro de 2010 às 09h25
Para executivo do setor, exames estáticos são inúteis, já que maioria das pragas vem pela Internet e malwares circulam por apenas três dias.
A briga para ver qual é o melhor antivírus esquentou na quarta-feira (8/9) com o lançamento das versões 2011 das suítes de segurança da Symantec e da Trend Micro.
A polêmica recai sobre o valor dos testes comparativos promovidos pela AV-Test e a Dennis Technology Lab, e a Symantec divulgando os resultados obtidos como prova cabal de que seu Norton Internet Security 2011 é superior aos seus concorrentes, incluindo aí o Trend Micro.
“Nós nos saímos melhor que a Trend”, disse Dan Nadir, diretor de gerenciamento de produtos da Symantec, referindo-se às avaliações da Dennis Technology, feita com 13 softwares. O exame envolveu tanto a defesa contra malwares como a capacidade de demovê-los da máquina.
No entanto, a Trend Micro destaca que a análise foi feita com a versão 2010 de seu programa, em vez da atual, a Titanium 2011, que abarca proteção via cloud computing:
“A Titanium 2011 é uma solução totalmente reformulada e toma a dianteira no sentido de utilizar a nuvem em suas atividades, o resultado é um cliente mais ágil no computador”, ressaltou David Perry, diretor de educação da empresa.
A Trend já tem certa reputação quanto ao uso de computação na nuvem em suas soluções corporativas, mas é a primeira vez que o recurso aparece no programa destinado ao cliente doméstico. A Titanium 2011 vem em três modelos: uma que inclui apenas o antivírus, a Internet Security, que conta com bloqueio de spam e de conteúdo impróprio, e a Maxium Security, que oferece como atrativo backup online de 10GB.
Testes questinados
Perry afirma que a controversa em torno dos testes de suítes de segurança digital está atingindo um nível crítico, com a credibilidade de todos os laboratórios sendo ferozmente debatida.
“Exames estáticos são inúteis”, afirma, justificando que a maioria das pragas infecta o sistema a partir de arquivos baixados na Internet. “Em média, os malwares ficam em circulação por apenas três dias, e alguns duram menos de 15 minutos”.
A Trend Micro afirma entrar em contato com 220 mil amostras de pragas por dia, na tentativa de seus autores de quebrar padrões de correspondência dos softwares. Para contornar o problema, a companhia, assim como a Symantec, tem usado a velocidade da Internet na tentativa de substituir a tecnologia antiga.
Segundo Perry, cresce no Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE, na sigla em inglês) o apoio à proposta de padronizar nomenclatura, medição e análises de malwares. O tópico será discutido no próximo encontro do grupo, o Malware 2010, que se concentrará na questão da segurança digital.
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