Segurança

Nokia cede ao governo indiano e anuncia instalação de servidores locais

IDG News Service
30 de agosto - 12h50
Anúncio foi feito um dia antes do prazo final concedido pelo governo para que a empresa canadense RIM também instale servidores no país.

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A Nokia abrirá em novembro servidores localizados na Índia para cumprir os regulamentos do governo sobre envio e recebimento de e-mails, declarou a companhia nesta segunda-feira (30/8).

O anúncio foi feito um dia antes do prazo final concedido pelo governo do país para que a empresa canadense Research In Motion (RIM) forneça acesso a alguns serviços do BlackBerry. O intuito seria garantir a autoridades a análise, quando necessário, de e-emails e dados enviados via smartphone. 

"Estamos dispostos a ajudar as autoridades governamentais sobre as medidas de segurança e estamos em processo de instalação da infraestrutura necessária", declarou a Nokia, que completou: "Seguimos todas as leis exigidas e estamos empenhados em proteger a privacidade e manter a confiança dos usuários".

Segundo estimativas da instituição de pesquisa Gartner, a Nokia tem a maior participação no mercado de smartphones na Índia.

Ao todo, em junho, cerca de 18 milhões de novas conexões foram adicionadas ao país, elevando o número total de assinantes para 636 milhões, de acordo com a instituição indiana Telecom Regulatory Authority of India.

BlackBerry

A Índia, que já tem acesso a chamadas telefônicas e mensagens de texto, quer que a RIM utilize um servidor localizado em seu território e facilite a análise de e-mails e dados enviados via BlackBerry Messenger no país. Caso o prazo não seja cumprido, será realizado o bloqueio do serviço até 31 de agosto. 

Hoje, os funcionários do governo estarão reunidos em Nova Délhi para analisar as várias soluções propostas pela RIM, de acordo com reportagens locais.

Embora o BlackBerry tenha atraído uma atenção considerável, o uso de smartphone não é um sucesso na Índia, com uma pequena participação no mercado nacional.

Apenas 6% dos 140 milhões de dispositivos vendidos na Índia este ano podem ser classificados como smartphones, disse Anshul Gupta, analista de pesquisas da Gartner. 

(John Ribeiro)