Segurança

Brasil é terceiro no ranking de pragas virtuais

Daniela Braun, IDG Now!
20 de abril - 10h51 - Atualizada em 15 de março - 15h06
Levantamento, que acaba de ser divulgado pela Symantec, mostra que o país aumentou em 50% sua participação.

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O Brasil cresceu em um ranking pelo qual não tem motivos para comemorar. De acordo com o 15º Relatório Symantec de Ameaças à Segurança na Internet (Internet Security Threat Report) divulgado nesta terça-feira (20/4), sobre atividades maliciosas (programas nocivos) o país ampliou em 50% sua participação de 2008 para 2009, saltando de 4% para 6% das incidências registradas.

Segundo o levantamento, os Estados Unidos continuam na liderança, com 19% na participação, contra 23% do ano anterior. Em segundo aparece a China, com 8% dos casos registrados.

Na América Latina, o Brasil lidera, com 43% dos casos, contra 34% registrados no ano anterior, tendo ultrapassado o México. em 2009 E também estamos na dianteira  em volume de spam na região, com 54% (mundialmente, o Brasil é o segundo maior emissor de e-mail indesejado, com 11%).

O Brasil também ganhou posições na lista de países que mais originam ataques na internet, passando do 5º lugar, como destinatário de 3% dos ataques, para o segundo lugar, com 13% de participação em invasões geradas na rede. Os Estados Unidos continuam liderando a lista de países que mais geram ataques, com 40% de participação em 2009, tendo apresentado uma queda em relação aos 58% registrados em 2008. Em terceiro lugar está o México, com um aumento de menos de 1% para 5% de participação em 2009.

O crescimento da oferta de banda larga "propiciou a subida do Brasil nos rankings", aponta  o gerente de engenharia de sistemas da Symantec Brasil, André Carraretto. Máquinas  residenciais conectadas à internet em alta velocidade são os alvos mais comuns de redes de 'máquinas-robô ou zumbis' (botnets), que promovem infecções em massa na web, explica o executivo. E o Brasil também possui a maior rede de bots da América Latina, segundo o relatório.

Ameaças únicas
No ano passado, a Symantec identificou 2,8 milhões de novos códigos maliciosos, o que representa um crescimento de 70% em relação ao total de 1,69 bilhão de novas ameaças identificadas em 2008.

De todas as ameaças detectadas no ano passado, 57% eram únicas, observa a empresa. A praga Downadup.B se manteve no topo da lista das ameaças mais ativas em 2009, sendo que o Brasil é o país mais afetado, seguido pelo México. De acordo com a Symantec, o worm se destaca por usar vários métodos de propagação, incluindo downloads, falhas em softwares e por meio de pen drives.

Para realizar o seu levantamento, a empresa de segurança contou com 8 bilhões de mensagens  eletrônicas analisadas, em 86 países, sendo 88% spam. A Symantec conta com 133 milhões de sistemas monitorados e uma rede com mais de 240 mil sensores que observam ataques em 200 países.