Falha do IE divulgada na web pode levar a série de ataques
Por IDG News Service
Publicada em 11 de março de 2010 às 15h07
Atualizada em 11 de março de 2010 às 17h32
Empresas de antivírus já registram exploração da brecha por crackers; Microsoft já havia emitido alerta na terça-feira (9/3).
O código de vulnerabilidade de uma falha ainda não corrigida nas versões 6, 7 e 8 do navegador Internet Explorer foi publicado na web na quarta-feira (10/3) na internet, um passo que será o precursor de uma série de ataques, afirmam especialistas de segurança.
O pesquisador israelense Moshe Ben Abu utilizou uma pista em um post no blog da McAfee para analisar a vulnerabilidade e criar um módulo funcional de ataque para o popular framework de código aberto para invasões Metasploit.
“Foi bem fácil”, afirmou Abu em uma resposta por e-mail, se referindo ao tempo que levou para criar o módulo Metasploit a partir do código encontrado. “Foram apenas alguns minutos.”
A vulnerabilidade de Abu foi adicionada à árvore do Metasploit na quarta-feira depois de uma revisão da equipe de desenvolvimento, confirmou o criador do framework e chefe de segurança da companhia Rapid7, HD Moore. Segundo ele, Abu já contribuiu com dez módulos de vulnerabilidade nos últimos três anos.
Aviso
A Microsoft alertou aos usuários sobre a falha no IE6, no IE7 e no IE8 na terça-feira (9/3), quando lançou um relatório de segurança, típico primeiro passo para lançar uma correção quando ataques ou vulnerabilidades são de conhecimento público.
Na quarta-feira, as companhias de antivírus já registravam que crackers estavam se aproveitando da falha para lançar ataques “drive-by” de sites maliciosos, incluindo um que hospedava o código encontrado por Abu.
Abu afirmou que o ataque funciona em computadores atualizados com o Windows Vista SP2 e IE7, além de máquinas com Windows XP SP3 e IE6, IE7 ou IE8. Mas o código do ataque não é a prova de usuários: ele funciona entre 60% e 75% das vezes, disse Abu.
Moore afirmou que o número está no extremo inferior da escala de Abu. “O ataque não é confiável, já que ela compartilha traços de outras falhas como as dos ataques ‘Aurora’”, afirmou ele, se referindo à falha no IE6 utilizada para invadir a rede corporativa do Google.
“Baseado nos nossos testes, vemos que o ataque funciona melhor contra o Windows XP SP3 com IE7, com taxas de 60% de sucesso. As outras plataformas são menos confiáveis agora, mas isso é apenas uma questão de ajuste de parâmetros para cada alvo.”
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