Google e NSA podem trabalhar juntas para investigar ciberataques
Por Computerworld/EUA
Publicada em 04 de fevereiro de 2010 às 19h40
Atualizada em 04 de fevereiro de 2010 às 19h42
Segundo o Washington Post, líder de buscas fechou acordo com agência do governo dos EUA para compartilhar dados sobre invasões de dezembro.
Em um desdobramento que já preocupa os defensores da privacidade, a gigante das buscas Google pediu ajuda da Agência de Segurança Nacional (NSA), nos EUA, para investigar os recentes ciberataques que, segundo a empresa, teve origem na China.
Citando fontes anônimas, o jornal Washington Post informou nesta quinta-feira (4/2) que a NSA e o Google trabalham na finalização de um acordo sob o qual a agência governamental ajudará o Google a se defender melhor contra ataques futuros.
Sob os termos do acordo, a NSA não terá acesso a informações de buscas feitas pelos usuários ou contas de e-mail, e o Google não abrirá qualquer informação proprietária, afirmou a fonte.
Aproximação
O Google se aproximou da NSA logo depois dos ciberataques que, segundo afirma, partiram de território chinês. No entanto, o acordo ainda levará algum tempo para ser efetivado por causa das questões de privacidade envolvidas.
Se o acordo for efetivado, será a primeira vez que o Google mantém um relacionamento formal de compartilhamento de informações com a NSA, disse a fonte ao jornal.
Em resposta a um pedido de entrevista, um porta-voz do Google apontou para uma nota no blog da empresa, datada de 12 de janeiro e assinada por David Drummond, vice-presidente sênior e principal executivo para assuntos legais. A nota, "Uma nova abordagem para a China", explica a preocupação do Google com os ataques.
Na nota, Drummond disse que depois dos ataques o Google tomou "medidas não usuais" de compartilhar informações sobre o ataque com uma "audiência mais ampla". Essa informação, explica Drummond, "toca no cerne de um debate muito maior sobre liberdade de expressão", afirmou a empresa.
A nota de Drummond não diz com quem a empresa compartilhou as informações sobre o ataque.
Procurada, a NSA não respondeu aos pedidos de entrevista. Nem o Google nem a NSA confirmaram ou negaram a parceria anunciada pelo jornal.
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