Adobe vai desbancar Microsoft como alvo de ataques, prevê McAfee
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O Flash e o Acrobat Reader, ambos da Adobe Systems, vão se tornar os alvos preferidos dos criminosos virtuais em 2010, superando até as aplicações do Microsoft Office, prevê a empresa de segurança digital McAfee.
"Há tempos os cibercriminosos têm escolhido os produtos da Microsoft por causa de sua popularidade. Em 2010, prevemos que o topo da lista será tomado pelos softwares da Adobe, especialmente o Acrobat Reader e o Flash", afirma a empresa em seu relatório "2010 Threat Predictions", publicado no formato PDF.
Os hackers geralmente miram nos produtos mais utilizados, de forma a obter máximo impacto. Por um longo tempo a Microsoft foi o alvo primário. Mas a gigante do software reforçou a segurança de seus últimos sistemas operacionais, o que levou os crackers a procurar alvos alternativos.
O principal executivo de tecnologia da Adobe reconheceu recentemente que os softwares da empresa têm sido atacados com mais frequência, e disse que a companhia tem se esforçado para responder a esses ataques.
"Temos notado um aumento no número de ataques, particularmente ao Reader, mas também ao Flash Player em certo grau", disse o CTO da Adobe, Kevin Lynch, durante a conferência Adobe Max, em outubro. "Estamos trabalhando para reduzir o tempo entre a descoberta de um problema e a liberação de uma correção. Isso costumava levar dois meses; agora, em duas semanas temos uma correção para situações críticas."
O navegador Firefox, da Mozilla, e o Apple QuickTime também foram vítimas de ataques.
Facebook na mira
Entre outras previsões, a McAfee espera ataques mais sofisticados contra redes sociais no ano que vem. "A explosão de aplicativos no Facebook e em outros serviços será um vetor ideal para cibercriminosos, que vão tirar vantagem da confiança entre amigos para incentivar o clique em links que de outra forma seriam encarados de forma mais cuidadosa", afirmou a McAfee.
A empresa também nota o surgimento de um novo veículo para ataques: o HTML 5, uma atualização da linguagem da web que passa a permitir a entrega de vídeo online e permite que aplicações da web funcionem offline.
"O HTML 5 vai tornar menos nítida a linha divisória entre aplicações desktop e online. Isso, combinado com o lançamento do Chrome OS do Google, vai criar outra oportunidde para que criadores de malwares ataquem os usuários", alertou a McAfee.
Há também boas notícias. A empresa de segurança acredita que as iniciativas de aplicação da lei contra cibercriminosos serão mais bem sucedidas no próximo ano, graças a cooperação mais estreita entre as agências internacionais de polícia e justiça e o uso de melhores ferramentas.


