Howard Schmidt: conheça o homem que cuidará da segurança digital dos EUA
Por Network World/EUA
Publicada em 22 de dezembro de 2009 às 18h52
Atualizada em 23 de dezembro de 2009 às 10h10
Howard Schmidt assume como coordenador de segurança digital da Casa Branca com experiência tanto na política como na iniciativa privada.
Ao indicar Howard Schmidt como coordenador de segurança digital da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, escolheu um profissional com cargo semelhante na administração anterior, experiência na iniciativa privada e bastante conhecido em conferências de segurança.
Schmidt trabalhou na administração do ex-presidente George W. Bush, se desligando do Governo após ajudar a criar o guia "National Strategy to Secure Cyberspace".
Por ter assumido cargos altos cargos de segurança na Microsoft e no eBay, Schmidt ministrou palestras em eventos sobre o tema, o que facilita a consulta aos seus pensamentos sobre segurança digital.
O executivo defende o apoio federal a empresas de educação e pesquisa para que criem produtos mais seguros para o cotidiano dos usuários.
"O que o Governo está fazendo para garantir que universidades e companhias tenham dólares para pesquisas que melhorem nossa segurança?", questionou Schmidt em entrevista à ComputerWorld norte-americana em 2008.
Schmidt acredita que a segurança online foi melhorada consideravelmente a partir da segunda metade da década de 90, quando classificou o impacto de ciberataques estrangeiros aos Estados Unidos no nível 6 em uma escala onde 10 significava que o ataque não teria sucesso.
Atualmente, a posição mudou para 8 ou 9 pela diminuição no número de vetores de ataque. "Temos a habilidade de responder aos ataques. Podemos também desligar sistemas sob ataque e internalizá-los", afirma.
Em entrevistas passadas, Schmidt afirmou que smartphones e outros aparelhos móveis geram as maiores preocupações.
"O que antes era atacado no desktop começar a ser atacado nos aparelhos móveis, que se parecerão com PCs em nossos bolsos. Não podemos esperar cinco anos para fazer algo. Temos que fazer agora", diz.
Em sua opinião, um ataque terrorista não se focará necessariamente na comunicação, como infraestrutura de internet ou redes de telefonia.
"Terroristas podem assistir vídeos do Bin Landen a partir de seus celulares. Eles já fazem podcasts e webcasts. Atacar a internet não está entre seus melhores interesses já que eles sofreriam como quaisquer outros", afirma.
Ao abordar previsões para o futuro, Schmidt afirma que as demissões decorrentes da crise econômica de 2009 levarão a roubos de dados corporativos, ajudados pela vulnerabilidade que acessórios em redes corporativas, como impressoras, representam.
"Ao usar impressoras não seguras e câmeras de segurança conectadas à rede que podem ser manipuladas, empregados poderão cobrir seus rastros ao acessar áreas seguras", diz.
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