'Web Escura': 80% dos endereços escapam dos filtros de URL
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A popularidade das redes sociais tem seu lado negro, ou melhor, a “Dark Web”, nome dado a uma área dinâmica da web que contém bilhões de páginas, muito usadas por blogs e redes sociais, que não são categorizadas por filtros de bancos de dados tradicionais de URLs (endereços web).
De acordo com o relatório anual de segurança da Cisco, divulgado esta semana, mais de 80% da web pode ser considerada “misteriosa” e a maioria das ameaças de softwares maliciosos trafegam do lado negro da rede.
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A aprovação de novos domínios web internacionais, que usam a escrita de idiomas locais como o mandarim e árabe, em 2010, pode elevar ameaças que exploram endereços online (URLs) na “Dark Web” (“Web Escura”), alerta a norte-americana Cisco em seu relatório anual de segurança.
“Funcionários que acessam sites escondidos na Dark Web (intencionalmente ou não) podem levantar problemas jurídicos, de conformidade e ainda queda de produtividade nas empresas”, alerta a empresa.
A “Web Escura” acompanha o ritmo de crescimento da web, que ganha 32 milhões de novos domínios por ano. “Novas tecnologias de identificação de ameaças e conteúdos censuráveis na “Dark Web” estão ajudando as empresas a bloquearem web sites que antes não seriam identificados”, afirma Ambika Gadre, diretor de marketing de segurança da Cisco, no relatório da empresa.
O caminho para desvendar as URLs escuras, segundo o especialista, é combinar tecnologias heurísticas capazes de prever o risco de qualquer software malicioso hospedado em um servidor, a softwares antivírus e anti-malware. Outra dica importante é atualizar bancos de dados de URLs com análises de conteúdos em tempo real para identificar sites que não são categorizados.


