Distribuidora restringe uso da web para combater problemas com vírus
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No final do ano passado, a equipe de TI da Zamboni Comercial –
distribuidora brasileira de alimentos e bebidas - percebeu que a rede
da companhia estava sendo constantemente invadida por vírus e outras
pragas virtuais. O diagnóstico do problema era a má utilização da
internet por parte dos funcionários.
Com base nessa
constatação e no risco que as pragas poderiam representar para os
sistemas da companhia, o CIO da Zamboni, Ubirajara Medina, decidiu
liderar uma reformulação das políticas corporativas de segurança da informação.
A principal mudança, cita o executivo, foi em relação às regras de
acesso à Web, uma vez que, até então, os funcionários da empresa só
tinham restrições em relação a sites com conteúdos pornográficos ou de
jogos virtuais.
O CIO conta que, depois de uma análise, percebeu que contar apenas com o bom senso dos usuários não era suficiente.
“Gerencio o comportamento de 800 funcionários internos e 580
representantes comerciais - que atuam por meio de dispositivos
móveis”, diz o gestor, que complementa: “A única alternativa para
controlar o tráfego de dados e possíveis incidentes foi criar um
projeto com regras de acesso gradual à Web.”
Na prática, isso
significa que a maioria dos usuários tem permissão para acessar apenas
alguns sites de notícias e da instituição financeira da qual são
correntistas. Àqueles que possuem outras necessidades, são liberados
outros conteúdos online, mediante a solicitação formal dos gestores.
“Não acabamos totalmente com as ameaças, mas já reduzimos muito os
problemas”, afirma Medina, ao informar que a solução visa não só acabar
com os vírus, mas também não sobrecarregar o link de internet.
Outro
resultado direto, conta o executivo, foi evitar que as pragas afetassem
o sistema de logística da companhia, a qual trabalha com entregas em
até 24 horas para todo o estado carioca.


