Irã: ativistas derrubam sites do governo e de agências de notícias
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Os protestos cibernéticos contra o resultado das eleições no Irã geraram uma série de ataques de sobrecarga de acessos que derrubaram sites do governo do país e de agências de notícias locais.
Na segunda-feira (15/06), ativistas que se opõem ao governo iraniano publicaram na internet ferramentas para lançar ataques de negação de serviço - denial of service (DoS) - que retiraram do ar sites de agências de notícias iranianas, do presidente reeleito Mahmoud Ahmadinejad e do líder do Irã, o Ayatollah Ali Khamenei.
De acordo com o especialista em segurança, Dancho Danchev, há 12 sites
sob ataque, incluindo as páginas dos ministérios das Relações
Exteriores, da Justiça e de Política Nacional do Irã.
Os ativistas encorajaram opositores ao governo de Ahmadinejad a usarem ferramentas de atualização automática de páginas web como o Pagereboot.com e desenvolveram ferramentas de ataque DoS específicas. Uma delas, conhecida como BWRaeper, foi publicada em um fórum de discussão de esportes na segunda-feira.
O Pagereboot.com e outras ferramentas têm sido divulgadas pelo serviço de microblog Twitter e em blogs de ativistas hospedados nos Estados Unidos.
Em resposta aos ciberataques, agências de notícias controladas pelo governo iraniano, como a Fars News, adicionaram um código web para redirecionar os ataques a sites pró-oposição, disse Danchev, embora a ação não tenha solucionado o problema.
Na segunda-feira, o governo do Irã foi acusado de derrubar redes de telefonia celular
e bloquear o acesso aos iranianos a serviços online, como redes sociais
e o Twitter, desde a sexta após acusações de fraudes nas eleições
nacionais.
Os ataques de DoS tem sido usados com frequência para protestos políticos nos últimos anos, como na Estônia, em 2007, e na Geórgia, no ano passado.
O acesso à internet também chegou a ser interrompido no Irã na segunda-feira, embora por um curto período de tempo, informou a empresa de monitoramento de redes Renesys.


