Spam: 10 perguntas e respostas sobre e-mails indesejados e golpes online
Por Daniela Braun editora executiva do IDG Now!
Publicada em 14 de maio de 2009 às 07h00
Atualizada em 14 de maio de 2009 às 09h46
São Paulo - Brasil terá análise de golpes e prepara código de conduta anti-spam este ano. Tire suas dúvidas sobre e-mails indesejados e fraudes.
Quantas vezes por dia você se depara com mensagens indesejadas ao consultar seus e-mails no trabalho ou em casa? Pois parte destas mensagens comerciais ou fraudulentas que se aglomeram em sua caixa de entrada representam atualmente 86% do tráfego de e-mails do mundo, segundo a empresa de segurança McAfee. Isso sem contar os spams que já se espalham via mensagens de texto em seu celular, pelo comunicador instantâneo ou no microblog Twitter.
O Brasil vem ganhando uma participação considerável no tráfego mundial de spams. No primeiro trimestre, o País subiu da quarta para segunda posição como maior emissor de mensagens indesejadas (10,2%) da rede mundial, ficando somente atrás dos Estados Unidos, segundo a empresa de segurança Sophos.
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De acordo com o Relatório Sobre Ameaças de Segurança na Internet, divulgado em meados de abril pela Symantec, o País é responsável por 4% de todo o spam enviado mundialmente. Na América Latina, o Brasil liderou o envio de mensagens não solicitadas, com 29% de participação na região, em 2008.
Para combater o problema do lado técnico, o Brasil ganhará em breve um sistema para analisar golpes por e-mail e identificar seus autores. A iniciativa da Polícia Federal em conjunto com órgãos da administração pública começa a entrar em prática em junho. Do lado comercial, anunciantes, provedores de acesso, associações e órgãos de internet finalizam a elaboração de um Código de Autorregulamentação para Prática de E-mail Marketing, incluindo punições para os infratores com a criação de uma espécie de Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária (Conar) deste setor.
Enquanto as medidas não geram impacto em sua caixa de entrada, é possível reduzir o volume de spams e blindar sua máquina para não juntar-se a eles. Confira abaixo 10 perguntas e respostas sobre spams e golpes online.
1) Por que o volume de spams e golpes de phishing scam tem crescido no Brasil?
A inclusão digital e o aumento de máquinas com acesso em banda larga aliados à falta de segurança e de uma política de intermediação de e-mails por provedores têm aberto um caminho crescente para os spammers e golpistas, avaliam especialistas.
No primeiro trimestre de 2009 o CERT.br, grupo de resposta a incidentes de segurança para a Internet brasileira, mantido pelo NIC.br do Comitê Gestor da Internet no Brasil, recebeu mais de 1,4 milhão de notificações de spam.
Na avaliação de Cristine Hoepers, gerente do CERT.br., 80% das reclamações envolvem o uso indevido de máquinas brasileiras com proxies abertos ou proxies instalados por códigos maliciosos, como os bots. As máquinas infectadas – especialmente em conexões de banda larga - formam um exército de ‘zumbis’ capaz de enviar milhares de spams sem que a vítima perceba.
A razão, segundo Hoepers, é que no Brasil a maioria das operadoras de banda larga ainda não implementa uma técnica amplamente difundida em outros países, que se chama Gerência de Porta 25 - conjunto de políticas e tecnologias, implantadas em redes de usuários finais ou de caráter residencial, que evita o envio direto de um e-mail ao servidor de correio eletrônico do destinatário.
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