Conficker falhou, defendem especialistas
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Os desenvolvedores do vírus Conficker devem estar bastante desapontados, na opinião de um especialista em segurança digital da Symantec - não porque a praga não derrubou a internet, como se chegou a especular. “Todo o trabalho desse grupo (de hackers) foi pro ralo”, disse Alfred Huger, vice-presidente de desenvolvimento da equipe de resposta a ameaças da Symantec.
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Ironicamente, foi o sucesso extraordinário do Conficker que anulou o trabalho dos hackers. Segundo Huger, o malware só foi controlado a tempo porque se espalhou rapidamente e atraiu bastante atenção da imprensa e de blogueiros, dando tempo para que as empresas de segurança criassem barreiras contra a praga virtual.
“O Conficker teve a maior cobertura da mídia desde o Code Red, que derrubou vários servidores da Microsoft”, afirmou o especialista. Segundo ele, o problema começou em janeiro, quando o número de máquinas contaminadas disparou, fazendo com que os especialistas se voltassem para o problema. “E isso é ótimo. A ameaça era verdadeira e, sem toda essa atenção, ela poderia ter se tornado um grande problema.”
Vincente Weafer, outro pesquisador da equipe de segurança da Symantec, concorda com seu colega e disse que “o autor, ou autores, provavelmente não tinham a intenção de que o malware chamasse tanta atenção”. “A maioria das pragas eletrônicas de hoje tentam obter algum ganho financeiro. Para isso, é preciso não se mostrar muito”, disse.
O “fenômeno” Conficker levou várias empresas a se unirem para criar uma barreira e impedir que a praga entrasse em contato com servidores e se espalhasse ainda mais no dia 1º de abril. Além disso, outras companhias desenvolveram soluções contra o vírus, como ferramentas específicas para remover a praga dos computadores contaminados.
A empresa de segurança digital McAfee disse que o vírus falhou e não conseguiu entrar em contato com os servidores necessários para se atualizar. Por outro lado, Dave Marcus, pesquisador da McAfee, disse que “os criadores do Conficker aprenderam uma lição” e vão projetar vírus “que se espalhem mais silenciosamente da próxima vez”.


