Crackers lucram US$ 276 milhões com venda de informações confidenciais
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 24 de novembro de 2008 às 13h03
Atualizada em 24 de novembro de 2008 às 15h27
São Paulo - Relatório da Symantec estimou o lucro que fraudadores podem obter com comércio de dados de cartão de crédito ou conta corrente.
O comércio de informações confidenciais no 'mercado negro' virtual foi superior a 276 milhões de dólares nos últimos 12 meses, revela pesquisa da Symantec anunciada nesta segunda-feira (24/11). Este é o valor estimado do lucro que os servidores fraudulentos receberiam se conseguissem vender tudo o que anunciam.
As informações de cartão de crédito são as mais populares e respondem por 31% do total de informações confidenciais comercializadas. A Symantec observou que embora os números de cartão de crédito roubados sejam vendidos por valores baixos, entre 10 e 25 centavos de dólar por cartão, a média de limite dos cartões de crédito roubados anunciados é de mais de 4.000 dólares. Somando todos os cartões de crédito anunciados, poderia-se gerar lucros de 5,3 bilhões de dólares para o fraudador.
A segunda categoria mais popular entre os anúncios é o de informações bancárias, atingindo 20% do total. Os preços variam bastante: de 10 a 1.000 dólares, mas o saldo médio das contas correntes anunciadas é 40 mil dólares. O que atrai os fraudadores é a facilidade de transferência de dinheiro online e as melhores tecnologias que os permitem fazer de locais impossíveis de rastrear.
Para a pesquisa, a Symantec observou 69.130 diferentes anunciantes ativos, e um total de 44.321.095 mensagens anunciadas em fóruns piratas e que constituem uma economia paralela, segundo a empresa.
Essa economia paralela identificada pela Symantec é geograficamente diversificada, pois os servidores mudam constantemente para evitar a detecção. Ela gera receitas para cibercriminosos que agem individualmente ou trabalham sozinhos e também para grupos organizados e sofisticados.
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